A dois dias do primeiro turno, Douglas Ruas (PL) voltou a colocar a segurança pública no centro de suas propostas para o Governo do Rio. Durante agenda de campanha em Magalhães Bastos, na Zona Norte, nesta sexta-feira (2), o candidato prometeu estabelecer um cronograma de concursos públicos para reforçar as forças de segurança e atingir a meta de 60 mil policiais militares.
Ruas fez um balanço da campanha e afirmou que, caso seja eleito, pretende tratar a segurança como um dos eixos centrais de sua gestão. A ampliação do efetivo seria feita por meio da convocação de aprovados e da abertura de novas seleções ao longo do mandato.
A proposta já havia sido apresentada pelo candidato em outros compromissos de campanha. Em agosto, Ruas prometeu convocar aprovados em concursos das forças de segurança como um dos primeiros atos de um eventual governo e estabelecer um calendário para novas seleções.
Meta de 60 mil policiais
O principal objetivo apresentado por Ruas é aumentar o efetivo da Polícia Militar para aproximadamente 60 mil agentes. A legislação estadual aprovada em 2025 estabeleceu um efetivo autorizado pouco superior a esse patamar.
Em agendas anteriores, o candidato também havia prometido chamar excedentes de concursos da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e do Degase. A proposta apresentada durante a campanha prevê ainda a realização periódica de novas seleções para recompor os quadros das forças estaduais.
Em entrevista concedida em agosto, Ruas estimou que a contratação de aproximadamente 14 mil policiais militares para atingir a meta anunciada teria impacto adicional de R$ 1,6 bilhão na folha estadual. Na ocasião, não detalhou a fonte específica dos recursos que financiaria toda a expansão.
Combate ao domínio territorial
Além do reforço no efetivo, Ruas afirmou nesta sexta-feira que pretende modificar a política estadual de enfrentamento ao domínio territorial exercido por organizações criminosas.
“O objetivo é devolver as ruas do Rio para o nosso povo, devolver o direito de ir e vir e a liberdade econômica das pessoas que moram nesses territórios. A população não é violenta, o que nós temos lá são pessoas que foram abandonadas pelo Estado e passaram a ser obrigadas a conviver com o crime organizado”, declarou.
Durante a campanha, Ruas também tem defendido maior integração entre as forças estaduais de segurança e presença permanente do poder público em áreas atualmente controladas por grupos criminosos.







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