Dolores Huerta, uma das principais lideranças da luta pelos direitos dos trabalhadores rurais nos Estados Unidos, morreu nesta quarta-feira (28), aos 96 anos, em sua casa, em Bakersfield, na Califórnia. Segundo a família, a causa da morte foi câncer.
A morte foi noticiada pelo The New York Times, em obituário reproduzido pela Folha de S.Paulo. Huerta ganhou destaque nacional por sua atuação na organização de trabalhadores rurais migrantes e na defesa de melhores condições de trabalho no campo.
Ao longo de décadas, a ativista também se tornou uma referência na defesa dos direitos dos imigrantes e das mulheres, ampliando sua atuação para além das reivindicações sindicais.
Fundação de sindicato marcou a luta dos trabalhadores rurais
Em 1962, Huerta fundou, ao lado de Cesar Chavez, o United Farm Workers (UFW), organização sindical voltada à defesa dos trabalhadores rurais migrantes nos Estados Unidos.
Nas décadas de 1960 e 1970, ela participou da organização de greves e boicotes que ajudaram a sindicalizar trabalhadores das plantações de uva na Califórnia. As mobilizações também impulsionaram mudanças nas leis trabalhistas relacionadas ao setor agrícola.
A atuação de Huerta contribuiu para dar visibilidade às reivindicações dos trabalhadores rurais, que buscavam melhores condições de trabalho e reconhecimento de seus direitos.
Dolores Huerta recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade
Em 2012, Huerta recebeu do então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a Medalha Presidencial da Liberdade, considerada a maior honraria civil do país.
A homenagem reconheceu sua trajetória na defesa dos direitos trabalhistas e sociais. A ativista também teve participação importante em movimentos ligados à proteção dos direitos dos imigrantes e à igualdade para as mulheres.
Sua trajetória ficou associada à história do sindicalismo rural norte-americano e às mobilizações por justiça social nos Estados Unidos.







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