Dólar reage a negociações entre EUA e Irã e estabiliza próximo a R$ 5

Mercado financeiro acompanhou a perspectiva de retomada das negociações entre EUA e Irã, enquanto dados mais fracos do varejo influenciaram os juros futuros e limitaram o apetite por risco na Bolsa brasileira

Dólar, Ibovespa e juros futuros terminaram a quarta-feira sob influência de um cenário marcado pela cautela. Mesmo sem grandes movimentos, os investidores monitoraram de perto a possibilidade de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, ao mesmo tempo em que reagiram a dados mais fracos do varejo, que mexeram principalmente com a ponta curta da curva de juros.

No câmbio, o dólar fechou perto da estabilidade, com leve viés de baixa frente ao real. Ao fim do pregão, a moeda americana recuava 0,03%, cotada a R$ 4,99. O desempenho refletiu um dia de poucas novidades capazes de direcionar com mais força o mercado global, em especial no ambiente geopolítico.

A atenção dos agentes financeiros continuou voltada ao Oriente Médio. Segundo informações citadas no mercado, EUA e Irã estariam mais próximos de estender o cessar-fogo e retomar discussões em torno de um acordo de paz de longo prazo. O ex-presidente Donald Trump afirmou ao New York Post que as negociações poderiam ser retomadas “nos próximos dois dias”, reforçando a expectativa de novos desdobramentos.

Na Bolsa, o Ibovespa perdeu força depois de testar os 199 mil pontos e encerrou o dia em queda. O movimento ocorreu apesar do avanço das bolsas de Nova York, onde o S&P 500 se aproximava de recorde com a leitura de que um possível acordo no Oriente Médio poderia aliviar tensões internacionais.

Entre os destaques negativos do pregão, as ações do Banco do Brasil ficaram entre as maiores baixas do índice. Os papéis do banco estatal caíam mais de 3% após uma sequência de sete pregões de alta. O movimento veio depois de o BTG Pactual estimar lucro líquido entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre, abaixo do consenso do mercado.

No mercado de juros, os contratos curtos recuaram após a divulgação de números do varejo abaixo do esperado. O dado reforçou uma leitura de desaceleração em parte da atividade econômica, embora a curva tenha operado sem direção única ao longo do dia.

Com o dólar perto de R$ 5, a Bolsa em leve correção e os juros reagindo aos indicadores domésticos, o mercado seguiu à espera de sinais mais claros, tanto no noticiário internacional quanto na economia brasileira.

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