Um levantamento da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, da Câmara dos Deputados informa que 69% dos contratos firmados pelo Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, nos últimos três anos, foram por dispensa de licitação.
As irregularides neste e nos demais hospitais federais do Rio já haviam sido denunciadas pela CPI da pandemia no Senado.
O fato chamou atenção de deputados federais, que produziram um requerimento para auditar todos esses contratos, juntamente com o Tribunal de Contas da União (TCU).
Os parlamentares Kim Kataguiri (DEM-SP) e Elias Vaz (PSB-GO) constataram que esses contratos, firmados com 33 empresas, somam mais de R$ 96 milhões, e suprem serviços básicos e comuns como limpeza, vigilância, monitoramento eletrônico. No documento, os deputados destacaram ainda cinco dessas empresas mantêm contratos permanentes com a unidade de saúde.
“Há fornecedores detendo relações perenes com a unidade, que mesmo após o esgotamento das possibilidades de prorrogação dos contratos oriundos dos pregões (cinco anos), o hospital mantém os prestadores por meio de contratos emergenciais até que estes consigam vencer outro processo licitatório”, afirmam.
O próximo passo da investigação é uma visita presencial ao hospital, por parte dos membros da comissão, para avaliar o local.






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