O presidente do PSOL de Magé, Anderson Ribeiro, denunciou ter sido agredido fisicamente por um homem apontado como apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro enquanto participava de uma atividade de campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O episódio ocorreu na manhã desta quarta-feira (21), na Rua Brasil, no Centro de Piabetá, em Magé, na Baixada Fluminense. Segundo o dirigente, ele recebeu um soco no rosto e um tapa próximo à orelha.
A agressão foi denunciada à 66ª Delegacia de Polícia, em Piabetá, onde Anderson registrou um boletim de ocorrência. O suspeito não foi conduzido à unidade policial e, até o momento, não havia sido identificado.
O caso provocou reação do Diretório Estadual do PSOL no Rio de Janeiro, que divulgou uma nota de repúdio e solidariedade ao dirigente e à militante Cíntia Hernandes, que também teria sido alvo de agressões verbais durante o episódio.
Dirigente relata agressão durante campanha
Logo após o ocorrido, Anderson gravou um vídeo mostrando o rosto e relatando a violência sofrida enquanto realizava a atividade eleitoral. Nas imagens, ele afirma que estava fazendo campanha de forma legítima quando foi surpreendido pelo agressor.
“Olhem só o meu rosto. Vocês acham que é aceitável? Acabei de ser agredido aqui na Rua Brasil, em Piabetá, na frente dos guardas, que estão me dando apoio”, declarou.
O presidente municipal do PSOL afirmou que não conhecia o homem responsável pela agressão e que não houve justificativa para o ataque.
“Eu estava fazendo campanha aqui, campanha legítima, e daí vem uma pessoa que eu não sei nem quem é, que eu não conheço, vem aqui e me dá um soco na cara e me deu um tapa no pé da orelha”, relatou.
Anderson também afirmou que uma companheira de militância foi verbalmente agredida durante a confusão. Após o episódio, o dirigente procurou a delegacia para formalizar a denúncia.
PSOL denuncia violência política e ataques machistas
Em nota divulgada nesta quarta-feira, a direção estadual do PSOL classificou o episódio como violência política e afirmou que a militante Cíntia Hernandes também foi alvo de ofensas de caráter machista.
Segundo o partido, ela teria sido atacada verbalmente com expressões destinadas a desqualificá-la e intimidá-la durante a atividade eleitoral.
“Fatos inaceitáveis como os ocorridos na manhã de hoje em Magé contam com todo o nosso mais veemente repúdio”, afirmou o Diretório Estadual do PSOL.
A legenda também relacionou o episódio ao ambiente de acirramento político provocado pela disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), que se enfrentam no segundo turno, marcado para domingo (25).
Na avaliação da direção partidária, agressões contra militantes representam uma tentativa de restringir a participação política e comprometer o exercício democrático.
“Não aceitaremos que a violência física e o machismo instrumentalizem o processo democrático. Reafirmamos que tomaremos todas as medidas políticas, jurídicas e institucionais cabíveis para que os responsáveis sejam punidos”, destacou a nota.
Partido promete medidas jurídicas
O Diretório Estadual do PSOL informou que pretende acompanhar o caso e adotar as providências necessárias para buscar a responsabilização do agressor.
A legenda também manifestou solidariedade a Anderson Ribeiro, Cíntia Hernandes e aos demais militantes presentes na atividade em Piabetá.
“A extrema-direita não nos intimidará com métodos truculentos. A nossa resposta será o fortalecimento da organização popular: não recuaremos e não sairemos das ruas!”, concluiu o comunicado.
Até o fechamento desta reportagem, o portal Agenda do Poder não havia conseguido contato com a 66ª DP nem com a Polícia Civil para obter informações sobre o andamento da ocorrência e eventuais medidas de investigação.
A identidade do suspeito ainda não foi confirmada pelas autoridades. Antes da agressão, ele circulou pelo calçadão e em volta da barraca de campanha do PSOL empunhando um microfone e uma pequena caixa de som gritando a todo momento “Lula é ladrão”.







Deixe um comentário