Um grande escritório de advocacia do Rio foi procurado nesta semana por representantes dos diretores da Usina Canabavra – acusados pelo Ministério Público de corrupção ativa, fraude fiscal, evasão de divisas e sonegação. Estariam dispostos a negociar com Ministério Público uma delação premiada.
Inicialmente, ficaram de juntar provas, documentos, contratos e gravações de áudio e vídeo, sobre o modus operandi do grupo para, a despeito das ilegalidades detectadas pelo MP, continuar a funcionar flagrantemente em prejuízo ao erário estadual e, contando para isto, com inexplicáveis incentivos fiscais.
O grupo Canabrava tem 112 autos de infração já registrados em dívida ativa, perfazendo um total de R$ 240 milhões. Há outros R$ 500 milhões de débitos na receita estadual, ainda não consignados na dívida ativa consolidada. Um fonte da Secretaria de Fazenda infirmou a Agenda do Poder que o total a ser escrutinado pode chegar a cerca de R$ 1 bilhão.
O presidente da Comissão de Tributação da Alerj, deputado Luiz Paulo da Rocha, anunciou que, ao retornar os trabalhos, vai votar ofício à Secretaria de Fazenda solicitando a imediata exclusão da Canabrava do conjuntos de empresas beneficiadas com incentivo fiscal. O mesmo pedido foi encaminhado pelo Ministério Público ao juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública.






Deixe um comentário