O cientista político Felipe Nunes afirmou, diretor do instiruro Quaest, afirmou que a abstenção no Nordeste e da população de baixa renda foi maior do que se esperava.
“Isso afetou os votos de Lula e impediu a vitória no primeiro turno”, diz ele.
“As pesquisas contam a história da eleição. As pesquisas acertaram ao mostrar que Lula teve mais votos do que Bolsonaro, que quase venceu no primeiro turno e que não havia espaço para terceira via”, apontou.
Ele falou em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247.
Felipe também defendeu as pesquisas realizadas pela Quaest.
“Nosso mérito neste ano foi mostrar o Bolsonaro vencendo em São Paulo, o empate entre Haddad e Tarcísio e a votação dos Marcos Pontes. Também mostrarmos a chance real do Cláudio Castro vencer no primeiro turno no Rio”, disse ele.
“Nosso erro foi não deixar mais claro que 44% dos eleitores diziam que Bolsonaro merecia uma segunda chance”, apontou.
Sobre o segundo turno, Felipe falou sobre sua pesquisa em que Lula teve 48% contra 41% de Bolsonaro e disse que esta pesquisa capta mais a abstenção.
“O eleitor bolsonarista se mostrou mais engajado e organizado. De sábado para domingo, o termo mais buscado no Google foi ‘candidato de Bolsonaro ao senado’. O Bolsonaro tem fã-clube, não militância”, afirmou.
Na entrevista ele comentou o cenário em São Paulo.
“O fator ‘carioca’ não fez a menor diferença para Tarcísio de Freitas. A probabilidade de vitória de Tarcísio é muito mais alta. O papel do Geraldo Alckmin é muito grande nacionalmente. Mas é difícil para os tucanos de São Paulo fazerem um movimento pró-Haddad”, afirmou.
“Mas ganhar em São Paulo não é garantia de vitória no segundo para Bolsonaro”, pontuou.





