Dinamarca anuncia, mas não entrega recursos que seriam destinados para o Fundo Amazônia

Apesar de ter anunciado no meio da tarde, durante a reunião de cúpula realizada em Bruxelas e encerrada nesta terça (18), que aportaria recursos para o Fundo Amazônia, a Dinamarca não anunciou a proposta. Em reunião bilateral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, às 15h15, foi anunciada…

Apesar de ter anunciado no meio da tarde, durante a reunião de cúpula realizada em Bruxelas e encerrada nesta terça (18), que aportaria recursos para o Fundo Amazônia, a Dinamarca não anunciou a proposta. Em reunião bilateral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, às 15h15, foi anunciada a intenção de aprovar a contribuição para no orçamento dinamarquês.

Desde que voltou a funcionar, com o governo Lula, novos aportes para o programa foram anunciados, como o da União Europeia, de R$ 108 milhões, do Reino Unido, de 500 milhões, e dos Estados Unidos, de 2,5 bilhões.

O encontro de Lula com Frederiksen aconteceu no âmbito da Celac-UE, evento que reúne chefes dos 33 países da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e 25 da União Europeia (UE).

Além de se comprometer a tentar aprovar uma contribuição ao fundo no orçamento dinamarquês, Frederiksen falou sobre o combate à desigualdade convidou Lula a visitar seu país. Lula também a convidou para uma visita.

O Fundo Amazônia foi criado em 2008, durante o segundo governo do presidente Lula, para captar doações contra o desmatamento na floresta tropical. Os recursos são pagos apenas se houver comprovação de redução do desmatamento.

Desde que começou, após os primeiros repasses feitos pela Noruega e Alemanha, o mecanismo já recebeu R$ 3,3 bilhões em doações, que se converteram em R$ 5,5 bilhões com o acréscimo de rendimentos financeiros.

A maioria das iniciativas é realizada em parceria de ONGs com os nove estados amazônicos (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins). Até o início deste ano, já foram aprovados 102 projetos no valor de R$ 1,74 bilhão.

Ao todo, o fundo registra 384 instituições envolvidas, 195 unidades de conservação apoiadas, 59 mil indígenas beneficiados, 207 mil pessoas favorecidas com atividades sustentáveis e 1.700 missões de fiscalização ambiental.

Em 2019, sob o então ministro do Meio Ambiente do governo Jair Bolsonaro, Ricardo Salles, o Fundo Amazônia foi paralisado, após decreto presidencial que extinguiu conselhos participativos – entre eles, estavam dois comitês que acompanhavam as ações do Fundo Amazônia. Com isso, o mecanismo voltou a funcionar apenas neste ano, na gestão Lula.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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