DHBF investiga assassinato de dois homens em Caxias

Segundo a polícia, vítimas estavam em um bar quando foram atingidas por disparos

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o assassinato de dois homens em um bar no bairro Vila Rosário, em Duque de Caxias, no fim da noite desta sexta (18). Miguel Angelo Contani, 50 anos, e outra vítima ainda não identificada foram mortos a tiros por criminosos que passavam em um carro na Avenida General Carlos Marciano de Medeiros.

Eles não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Outras duas pessoas também ficaram feridas, sendo socorridas para o Hospital Adão Pereira Nunes. Maria Eduarda de Matos, 24 anos e Nathan Soares, 25 anos, deram entrada na unidade às 23h25 e a mulher recebeu alta no fim da madrugada de sábado (19).

Já Nathan, baleado na mão, vai passar por cirurgia. Seu quadro de saúde é estável.

Testemunhas acionaram PMs do 15º BPM (Duque de Caxias), que isolaram a área para a perícia. Agentes da DHBF buscam imagens de câmeras de segurança da região para tentar identificar os assassinos. Ainda não há informações sobre o sepultamento das vítimas.

Disputa pode estar por trás de mortes

Em Duque de Caxias, moradores convivem um cenário de crescente de violência, motivado por uma disputa territorial entre milicianos e facções de tráfico — especialmente o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP).

Em abril de 2025, a Polícia Civil revelou que uma célula de paramilitares no bairro Parque São Bento formou uma aliança com o TCP, atuando em conjunto com a facção para executar ações e explorar economicamente a região.

Em julho de 2024, uma ação do 15º BPM resultou na prisão de cinco homens na Mangueirinha e Corte 8. Entre os suspeitos, estavam lideranças envolvidas em confrontos que deixaram ao menos quatro mortos no Morro do Garibaldi. Foram apreendidas pistolas, munições e até uma granada.

Um estudo do Instituto Fogo Cruzado e da UFF apontou que o TCP quase quadruplicou seu domínio na Baixada entre 2008 e 2023, controlando 56,7% das áreas sob influência de facções somente naquele ano. O CV também ampliou território, enquanto as milícias perderam espaço em 2023, apesar de continuarem influentes na capital e na Baixada.

Em setembro de 2023, moradores relataram tiroteios intensos, incêndio de veículos e invasão a condomínios nos bairros Pantanal e Jaqueira. Testemunhas afirmaram não conseguir sair de casa devido à violência armada, que durou cerca de duas horas.

Segundo especialistas, o modelo de atuação de milícias e tráfico tem se tornado semelhante. Ambos agora exploram serviços ilegais — como gás, TV a cabo pirata, internet clandestina e transporte por van — com forte lógica de mercado e influência política local

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