Desenrolando a Serpentina faz 20 anos e debate futuro do Carnaval

Evento gratuito no MAM reúne gestores, pesquisadores e produtores culturais nos dias 16 e 17 de outubro, com debates sobre economia, turismo e os desafios do Carnaval de rua

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O futuro do Carnaval de rua, os impactos da reforma tributária e a importância econômica da festa para o Rio de Janeiro estão entre os temas da edição especial de 20 anos do Desenrolando a Serpentina, projeto realizado pela Sebastiana. O encontro será realizado nesta sexta e sábado (16 e 17), no Museu de Arte Moderna do Rio, com entrada gratuita.

A programação reunirá gestores públicos, pesquisadores, produtores culturais, representantes do turismo, jornalistas e patrocinadores para discutir os desafios de manter e ampliar a relevância cultural, social e econômica do Carnaval. Serão cinco mesas de debate, uma roda de conversa sobre fotografia e um painel, além de apresentações musicais no sábado.

Os números ajudam a dimensionar a importância do tema. Em 2025, o Carnaval carioca movimentou mais de R$ 5 bilhões, segundo dados citados pela organização. Um estudo do Instituto Fecomércio RJ, que considera também efeitos indiretos e induzidos na economia, estima que o impacto tenha chegado a aproximadamente R$ 8,8 bilhões.

Para Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, a festa precisa ser compreendida como um ativo estratégico para a cidade, capaz de gerar empregos, impulsionar a economia criativa, fortalecer o turismo e estimular a ocupação urbana durante todo o ano.

Debates sobre turismo, economia e políticas públicas

Na sexta-feira, a programação começa às 11h, com uma mesa sobre os desafios dos carnavais de rua no Brasil. Gestores do Rio de Janeiro, de Belo Horizonte e do Distrito Federal vão compartilhar experiências sobre planejamento urbano, segurança, mobilidade, financiamento, sustentabilidade e organização dos eventos.

À tarde, às 14h, o debate se volta para o impacto do Carnaval no turismo. Representantes do setor público, da hotelaria, de bares e restaurantes e das entidades carnavalescas discutirão a ocupação hoteleira, a geração de empregos e renda e a contribuição da festa para a economia fluminense.

A última mesa do primeiro dia, às 16h, abordará o Carnaval como um ecossistema cultural e econômico diante das transformações tributárias, políticas e sociais. A discussão pretende explorar como diferentes setores podem se articular para preservar a tradição e garantir a sustentabilidade da festa.

No sábado, a programação começa às 10h com uma roda de conversa sobre a fotografia na cobertura do Carnaval carioca. Fotógrafos que acompanham os desfiles e os blocos de rua vão discutir os registros que ajudam a construir a memória e a identidade da festa.

Às 14h, a mesa “Carnaval: economia criativa e projeto de cidades” discutirá as oportunidades de trabalho e negócios geradas pela cadeia produtiva carnavalesca e as possibilidades de transformar a festa em uma atividade cultural e econômica permanente.

O encerramento dos debates será dedicado aos desafios do Carnaval de rua de 2027. A partir das 16h30, os participantes vão discutir infraestrutura, trânsito, segurança, ambulantes, financiamento, direitos autorais e propostas para aprimorar a organização dos desfiles.

Bola Preta e Vem Cá, Minha Flor encerram a programação

A programação musical acontece no sábado, a partir das 18h30, com o DJ JP. Às 19h30, o bloco Vem Cá, Minha Flor sobe ao palco. O Cordão da Bola Preta encerra a noite às 21h.

Serviço – Desenrolando a Serpentina, 20 anos

Datas: 16 e 17/10, sexta e sábado
Preço: grátis
Horário: a partir de 11h na sexta e 10h no sábado
Local: Museu de Arte Moderna
Endereço: Avenida Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Shows no sábado: DJ JP, às 18h30; Vem Cá, Minha Flor, às 19h30; Cordão da Bola Preta, às 21h.

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