Desenrola 2.0 já renegociou dívidas de 6 milhões de brasileiros; meta é chegar a 10 milhões em junho

Programa do governo federal já retirou 4 milhões de pessoas da inadimplência e oferece descontos de até 90% para renegociação de dívidas bancárias.

O programa Desenrola 2.0 já renegociou dívidas de aproximadamente 6 milhões de brasileiros desde o seu lançamento, segundo informou nesta terça-feira (9) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A expectativa do governo federal é ampliar esse número para 10 milhões de pessoas beneficiadas até o fim de junho.

Em entrevista ao portal UOL, o ministro destacou que o programa tem avançado rapidamente e já apresenta resultados expressivos na recuperação financeira das famílias brasileiras. A iniciativa seguirá em operação até o dia 2 de agosto, permitindo que mais consumidores regularizem sua situação de crédito.

Quatro milhões já saíram da inadimplência

De acordo com Durigan, cerca de 4 milhões de pessoas já tiveram seus nomes retirados dos cadastros de inadimplentes graças às renegociações realizadas pelo programa. Além disso, aproximadamente 1,1 milhão de brasileiros conseguiram quitar integralmente suas dívidas com descontos médios superiores a 80%.

“Hoje temos mais de 6 milhões de pessoas e famílias beneficiadas pelo novo Desenrola. Quatro milhões de pessoas já estão desnegativadas, 1,1 milhão já pagaram à vista sua dívida com desconto de mais de 80% na média”, afirmou o ministro.

Outros 1,7 milhão de consumidores optaram pela renegociação dos débitos, utilizando as condições especiais oferecidas pelos bancos participantes da iniciativa.

R$ 20 bilhões em dívidas renegociadas

Na última semana, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, informou que o programa já havia renegociado cerca de R$ 20 bilhões em dívidas. Com os descontos concedidos, que podem chegar a 85%, o valor total dos débitos caiu para aproximadamente R$ 2,7 bilhões.

O governo avalia que o programa tem contribuído para ampliar o acesso ao crédito e estimular o consumo, permitindo que famílias voltem a realizar financiamentos, compras parceladas e outras operações financeiras antes restritas pela inadimplência.

FGTS pode ser usado para quitar débitos

Uma das novidades da atual versão do programa é a possibilidade de utilizar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento das dívidas renegociadas.

A medida, disponível desde o fim de março, permite o saque de até R$ 1 mil por titular ou de até 20% do saldo disponível nas contas do FGTS, prevalecendo o valor que for maior.

Além das famílias, o pacote de renegociação também contempla micro e pequenas empresas, microempreendedores individuais (MEIs), produtores rurais e estudantes com contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A renegociação das dívidas do Fies deve entrar em operação ainda neste mês.

Como funciona o Desenrola 2.0

O programa permite a renegociação de dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos. Estão incluídos débitos relacionados a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia.

As condições oferecidas incluem descontos que variam de 30% a 90%, taxa máxima de juros de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses para pagamento e carência de até 35 dias para o vencimento da primeira parcela.

O valor máximo da nova dívida renegociada, já considerando os descontos aplicados, é de R$ 15 mil por pessoa em cada instituição financeira participante. As operações contam ainda com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Quem pode participar

Podem aderir ao Desenrola 2.0 os brasileiros com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105.

Para participar, os consumidores devem procurar diretamente os canais oficiais dos bancos e instituições financeiras credenciadas ao programa para consultar as condições disponíveis e formalizar a renegociação.

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