Em nota divulgada através da Comissão Especial de Combate à Desordem Urbana, da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nesta quarta-feira (11/10), os deputados Rodrigo Amorim (PTB), Alan Lopes e Fillipe Poubel, ambos do PL, procuraram justificar a ação truculenta em que se envolveram com guardas municipais e policiais militares, na noite de terça-feira (10/10), dizendo que estiveram no local para checar denúncias de irregularidades que estariam sendo praticadas contra motoristas durante uma blitz.
Ao chegar na Avenida Brasil, foi constatado que “os veículos regularizados, com toda a documentação em dia, estavam sendo removidos aos pátios públicos por terem transitado na via exclusiva para veículos de transporte coletivo”. A medida seria desnecessária pois, segundo o Código Brasileiro de Trânsito, diz o comunicado, os veículos deveriam ser apenas autuados.
O que surpreendeu os parlamentares foi ter encontrado “uma senhora recém-operada, que estava passando mal, com sangramento, e ainda assim teve seu veículo colocado no reboque de maneira irregular, com a documentação rigorosamente em dia”. A confusão se deu pela omissão de socorro, que será comunicada à Polícia Civil. A nota informa que o Corpo de Bombeiros foi acionado e a senhora, conduzida para UPA da Penha.
Em relação aos guardas municipais, o comunicado diz que um agente teria ameaçado Rodrigo Amorim com um taser, que se defendeu afastando-o com um empurrão. Apesar do tumulto causado, a nota termina alegando que os parlamentares não são contra as operações, mas desde que ocorram dentro da legalidade.





