vereadora Janaína Paschoal defendeu nesta quinta-feira (07) o afastamento do senador Ciro Nogueira da presidência nacional do PP após o parlamentar virar alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Para assumir o comando da legenda, Janaína sugeriu o nome da senadora Tereza Cristina.
A manifestação da vereadora expôs um novo foco de pressão interna dentro do Progressistas em meio ao avanço das investigações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.
Segundo Janaína Paschoal, Ciro Nogueira deveria deixar temporariamente a presidência da legenda enquanto as investigações seguem em andamento.
“O senador deveria se afastar da presidência nacional. Penso que uma pessoa isenta como a senadora Tereza Cristina poderia assumir”, afirmou a vereadora.
Janaína destacou ainda que Tereza Cristina já integra a Executiva Nacional do partido como uma das vice-presidentes, o que facilitaria uma eventual substituição interna. A vereadora tem sido uma das poucas integrantes do PP a defender publicamente o afastamento de Ciro após a operação da Polícia Federal.
Tereza Cristina adota cautela
A senadora Tereza Cristina evitou fazer ataques diretos a Ciro Nogueira ao comentar o caso.
Segundo ela, as investigações precisam seguir normalmente, mas sem julgamentos antecipados.
“Tudo precisa ser investigado. Também tem que dar o direito de ampla defesa e não julgar antes de saber o resultado das investigações”, declarou a parlamentar.
A fala foi interpretada nos bastidores como uma tentativa de manter distância da crise sem ampliar a tensão interna dentro do Progressistas.
Cobrança por posicionamento
Até o início da noite desta quinta-feira, Janaína Paschoal afirmava que aguardava uma manifestação oficial do diretório estadual do PP em São Paulo sobre a operação envolvendo o presidente nacional da legenda.
Segundo relatos, a vereadora cobrou um posicionamento da executiva paulista do partido, mas não obteve resposta.
A ausência de reação pública aumentou a percepção de desconforto interno entre integrantes da sigla após a operação da Polícia Federal atingir um dos principais nomes do Centrão.
Operação contra Ciro
Ciro Nogueira foi alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master.
Segundo a Polícia Federal, o controlador do banco, Daniel Vorcaro, teria concedido vantagens econômicas ao senador em troca de atuação favorável a interesses do grupo econômico no Congresso Nacional.
Entre os pontos investigados está uma emenda relacionada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), apresentada por Ciro no Senado.
A defesa do senador nega irregularidades e afirma que ele está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.





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