O discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Parlamento israelense (Knesset), nesta segunda-feira (13), foi interrompido por um protesto de parlamentares da oposição. Ofer Cassif e Ayman Odeh, representantes de partidos de esquerda, levantaram cartazes com mensagens em apoio à Palestina e foram retirados à força do plenário por seguranças.
Cassif segurava um cartaz com a frase “Reconheça a Palestina” no momento em que Trump discursava. Outros parlamentares exibiram cartazes com palavras como “genocídio”, gerando confusão e gritos no salão. A interrupção durou poucos minutos, mas bastou para provocar tensão na plateia e entre os parlamentares.
A sessão foi retomada após a retirada dos dois deputados, sob aplausos de aliados do governo israelense. Trump, que acompanhou a cena com expressão firme, reagiu com ironia: “A ação foi muito eficiente”, disse o presidente dos EUA, arrancando risos e aplausos da plateia.
Discurso em tom de vitória
O discurso de Trump ocorreu em meio à implementação da primeira fase do cessar-fogo entre Israel e o Hamas, mediado pelos Estados Unidos e que prevê a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos. O republicano viajou ao Oriente Médio para acompanhar de perto a execução do acordo e participar das cerimônias oficiais.
Logo no início da fala, o presidente estadunidense procurou dar um tom simbólico ao momento. “Esse não é apenas o fim de uma guerra. É o fim de uma era de terror e morte, e o começo de uma era de fé, de paz e de Deus”, declarou Trump, sendo aplaudido de pé por grande parte dos presentes.
Trump também destacou a libertação dos reféns israelenses que estavam em poder do Hamas desde o início do conflito. “Depois de dois anos terríveis, escuridão, prisão, vinte reféns corajosos estão retornando para o abraço glorioso de suas famílias. Vinte e oito outras reféns amados vão voltar para descansar em paz no solo sagrado”, afirmou.






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