Deputado bolsonarista Nikolas Ferreira faz falas transfóbicas em debate sobre políticas de saúde para pessoas trans (vídeo)

Durante uma sessão da Comissão de Fiscalização da Câmara dos Deputados realizada nesta quarta-feira (9), o deputado Nikolas Ferreira (PL) proferiu falas carregadas de transfobia, ao questionar a ministra da Saúde, Nísia Trindade.  De acordo com reportagem do Metrópoles, no decorrer da sessão, o deputado bolsonarista levantou questionamentos ligados à diretriz 45, uma das resoluções…

Durante uma sessão da Comissão de Fiscalização da Câmara dos Deputados realizada nesta quarta-feira (9), o deputado Nikolas Ferreira (PL) proferiu falas carregadas de transfobia, ao questionar a ministra da Saúde, Nísia Trindade. 

De acordo com reportagem do Metrópoles, no decorrer da sessão, o deputado bolsonarista levantou questionamentos ligados à diretriz 45, uma das resoluções aprovadas durante a 17ª Conferência Nacional de Saúde. Essa diretriz defende os “direitos sexuais e os direitos reprodutivos das mulheres, meninas e pessoas que podem gestar”, abordando a justiça reprodutiva e a atenção à saúde com base nos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e considerando a equidade e a interseccionalidade.

Em um tom carregado de preconceito, Nikolas Ferreira indagou a ministra da Saúde: “Você já viu algum homem tendo condição de gestar ou a senhora acredita nessa capacidade, ministra?”. O deputado também expressou críticas, afirmando que tais diretrizes visam “reduzir as mulheres a pessoas que menstruam”.

A ministra Nísia Trindade respondeu brevemente às declarações de Ferreira, dizendo apenas: “Nem vou comentar sobre bizarrices”, destacando o caráter inapropriado das falas proferidas pelo parlamentar.

Além disso, Nikolas Ferreira aproveitou a sessão para abordar a resolução 715/2023, que trata de temas como a redução da idade para início de hormonização para 14 anos e a legalização do aborto como forma de combater desigualdades estruturais e históricas. De forma crítica, o deputado qualificou a resolução como um “papel ridículo escrito por DCE de esquerda da federal”, questionando a capacidade das pessoas de 14 anos de realizar tais procedimentos com ou sem o consentimento dos pais.

A sessão tinha o objetivo de discutir orientações estratégicas para o Plano Plurianual 2024-2027 e o Plano Nacional de Saúde 2024-2027 com base nas diretrizes da Conferência Nacional de Saúde.

Com informações do 247.

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