Em representação que acaba de ser protocolada na PGR, a deputada Sâmia Bomfim pede que seja apurado se Eduardo Bolsonaro incitou publicamente a prática de crime, ao comparar professores com traficantes durante evento pró-armas. A conduta está tipificada no artigo 286 do Código Penal.
A deputada também quer que a PGR investigue se Eduardo cometeu crime relacionado ao abuso da liberdade de expressão e de livre manifestação. Para ela, a atitude é “desrespeitosa e violadora da autonomia universitária e tendente a constranger ou inibir a liberdade de expressão, a liberdade de cátedra, o livre debate político e o pluralismo de ideias”.
Diz o documento:
“Ao comparar professores com traficantes de drogas, o Representado cria no imaginário da população a ideia de que tais profissionais são pessoas criminosas e que devem ser perseguidas e combatidas, como se a prática pedagógica e a difusão do pluralismo de ideias dentro de sala de aula fossem crimes”.
O Zero Três afirmou, neste domingo, que “não tem diferença de um professor doutrinador para um traficante de drogas que tenta sequestrar e levar os nosso filhos para o mundo do crime”. E acrescentou que “talvez até o professor doutrinador seja ainda pior”.
Com informações do GLOBO.
Leia mais:





