Presidindo a parte final da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio, nesta quinta-feira, a deputada Tia Ju (Republicanos), integrante da base governista e segunda vice-presidente da Mesa Diretora, fez coro com os deputados de oposição que usaram o expediente para criticar o governador Cláudio Castro pelo atraso no pagamento do Supera RJ.
Em junho, a Alerj aprovou uma mensagem do governo que extinguiu o programa, criado na pandemia para atender famílias com o pagamento de até R$ 380. Em acordo firmado com as lideranças, foi acertado que, além de quitar os meses de maio e junho, o auxílio seria prorrogado por 60 dias até que os 65 mil beneficiados fossem transferidos para programas federais.
O problema, porém, é que os pagamentos ainda não foram feitos. Ao longo do recesso, os deputados de oposição receberam várias denúncias de pessoas que ainda encontravam dificuldades para receber o benefício, que também previa uma linha de crédito de até R$ 50 mil para autônomos e microempreendedores. Tia Ju, então, também resolveu pressionar .
“Quero pedir a sensibilidade do governador para o pagamento das parcelas do Supera RJ. Não existe programa que mate melhor a fome do que a transferência de renda. Devemos pensar, urgentemente, num programa que venha na linha do Supera RJ. Todos os outros – Restaurante Popular, Café do Povo –, principalmente para o trabalhador, são de suma importância”, disse.
Líder da bancada do Psol, o deputado Yuri lamentou o fato de o governador Cláudio Castro não estar cumprindo o acordo firmado com os deputados da Casa. A informação obtida é que o pagamento seria realizado até o fim desta semana, mas o parlamentar chama a atenção para algumas práticas que o governo já vinha adotando antes de pôr fim ao programa.
“Disseram que esta semana fariam os pagamentos, mas hoje é quinta-feira e, em algumas regiões, o benefício não foi pago. O governo argumenta que o pagamento é efetuado por duas empresas, e que elas teriam um tempo de processamento diferente. Só que os cadastros continuam desatualizados e as pessoas continuam sendo cortadas sumariamente”, revelou.
A deputada Renata Souza informou que entrou com uma representação no Ministério Público, em junho, para garantir o pagamento das famílias. O documento é fruto de um levantamento feito pelo seu gabinete. “Os municípios que mais sofrem com atrasos são o Rio de Janeiro, Petrópolis, Caxias, São Gonçalo e São João de Meriti. Essas pessoas não conseguem sequer comprar um gás de cozinha para fazer comida”, reclama.





