A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) acionou uma série de órgãos de segurança após receber um e-mail com ameaças explícitas de morte, estupro e tortura na madrugada de sábado. O caso mobilizou o gabinete da parlamentar, que encaminhou ofícios a diferentes autoridades pedindo investigação e medidas de proteção.
Entre os destinatários das comunicações estão a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República, a Polícia Legislativa da Câmara, além da liderança do Partido dos Trabalhadores e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A deputada também informou oficialmente a presidência da Câmara sobre o episódio.
Mensagem traz ameaças e ataques discriminatórios
De acordo com os documentos enviados pelas assessorias da parlamentar, a mensagem foi encaminhada por meio do serviço de e-mail criptografado ProtonMail. O remetente se identifica como “Lucas Bovolini Martins” e descreve, em detalhes, um suposto plano de violência contra a deputada.
Além das ameaças, o texto contém ataques racistas, misóginos e ofensivas direcionadas à população LGBTQIA+. Diante do teor do e-mail, Dartora solicitou a abertura de investigação por crimes como ameaça qualificada, injúria racial e violência política de gênero.
Pedido de cooperação internacional
Como o serviço de e-mail utilizado possui sede na Suíça, o gabinete da deputada pediu cooperação internacional para tentar identificar o autor da mensagem e rastrear sua origem.
Em ofício encaminhado ao presidente da Câmara, Hugo Motta, Dartora afirmou que o episódio ultrapassa o âmbito pessoal e representa um ataque ao exercício do mandato parlamentar. No documento, a deputada solicita reforço de segurança e adoção de medidas institucionais de proteção.
Projetos contra misoginia digital podem ter motivado ataques
A parlamentar também pediu apoio da liderança do PT na Câmara, atualmente comandada por Pedro Uczai, para articular respostas políticas e institucionais ao caso.
Segundo Dartora, as ameaças podem estar relacionadas à apresentação de dois projetos de lei protocolados na sexta-feira na Câmara: os PLs 1144/2026 e 1145/2026. As propostas tratam do combate à chamada misoginia digital, prevendo punições mais duras para ataques coordenados contra mulheres na internet.
Os projetos também buscam responsabilizar plataformas digitais que hospedem conteúdos de ódio e ampliar penas quando crimes misóginos forem cometidos por associações organizadas, como grupos ligados à chamada cultura “red pill”, além de prever sanções financeiras para redes que lucram com a disseminação desse tipo de conteúdo.






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