Se não bastasse a coleção de tretas e gritos na sessão de audiência pública sobre a Força de Segurança Municipal, na próxima semana o tempo deve fechar outra vez na Câmara do Rio. É que os projetos enviados pelo Executivo serão analisados não só pela comissão liderada por Rogério Amorim (PL), como por outras relacionadas ao assunto. No dia 26 termina o prazo de tramitação do projeto enviado pelo Executivo, após 15 dias pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A peregrinação iniciou no dia 11, primeiro dia de plenário após o Carnaval.
A ideia é de que além da CCJ, o material seja analisado, em uma reunião, por comissões diversas como Segurança Pública como também Assuntos Urbanos, que é presidida pelo opositor Pedro Duarte (NOVO); Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público, que tem como presidente o vereador Junior da Lucinha, filho da deputada Lucinha, que já foi suspeita por envolvimento com a milícia; Orçamento, que também tem a vereadora Rosa Fernandes, antiga da base de Paes à presidência, entre outros. Ao todo, cada comissão tem 15 dias para análise, mas, segundo a assessoria da Câmara, os prazos não são concomitantes.
Ao todo, o Executivo Municipal enviou dois projetos à casa, sendo o primeiro para apenas criar a Força Municipal e o segundo para armar. Enquanto para a criação são necessárias apenas 26 adesões parlamentares, quase metade do número de vereadores do Palácio Pedro Ernesto, o referente ao uso de armas de fogo durante o expediente demandará 34 assinaturas.
Além das críticas à desvalorização dos agentes da GM como também dúvidas em relação ao empenho aos contratados para a Força, que terá duração de apenas seis anos, vereadores como Leniel Borel (PP) e o próprio Amorim questionaram à seguridade social dos que seriam futuros agentes também foi levantada, ainda mais em caso de óbito em serviço ou fora dele, como também aposentadoria por tiro, que seria pelo INSS.





