Defensora pública que chamou entregador de macaco é condenada a 3 anos de prisão por injúria racial

Pena foi convertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de três salários-mínimos a entidades sociais

A defensora pública aposentada Cláudia Alvarim Barrozo foi condenada a 3 anos de prisão por injúria racial após chamar um entregador de “macaco” em 2022. A pena foi convertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de três salários-mínimos para entidades sociais.

O caso ocorreu em um condomínio de luxo em Itaipu, Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, onde a defensora foi acusada de ofender dois entregadores.

Defesa diz que recorrerá da sentença

A defesa de Cláudia, representada pelo advogado Marcello Ramalho, afirmou que vai recorrer da sentença, alegando que a prova dos autos foi desconsiderada e que a ré teria sido ofendida antes de usar o termo racista.

Além disso, a defesa argumenta que houve cerceamento no processo e contesta a inclusão de um segundo entregador na denúncia, já que ele teria afirmado que o insulto não foi dirigido a ele.

Condenada a pagar R$ 40 mil de indenização

Além da condenação criminal, Cláudia foi sentenciada em 2022 a pagar R$ 40 mil de indenização por danos morais, divididos entre os dois entregadores ofendidos. A defesa também recorreu dessa decisão.

Na sentença cível, o juiz Guilherme Rodrigues de Andrade destacou que, apesar da alegação de transtorno depressivo por parte da acusada, isso não a exime de sua responsabilidade pelos atos praticados. Ele ressaltou ainda que, como defensora pública, Cláudia deveria se empenhar no combate a práticas discriminatórias.

A defesa dos entregadores, representada por Joab Gama de Souza, afirmou que não recorrerá da decisão, considerando a sentença um passo importante para a justiça.

Com informações do g1

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