Durante palestra realizada hoje (4) na PUC-SP, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, expressou sua preocupação com o perigo decorrente da disseminação em massa de desinformação com o uso da inteligência artificial. Barroso alertou especificamente para os riscos associados ao deepfake e, de maneira descontraída, refutou a falsa alegação de chantagem feita pelo ex-ministro José Dirceu (PT) em um vídeo manipulado que circulou nas redes em 2022.
O vídeo em questão mostrava Barroso alegadamente admitindo ser chantageado por Dirceu devido a uma suposta orgia em Cuba, porém, na versão completa da entrevista dada ao site Jota, em fevereiro de 2022, o presidente do STF mencionou essa história como exemplo de fake news sobre ele.
Barroso enfatizou a importância de preservar a confiança naquilo que vemos e ouvimos, destacando que a liberdade de expressão perderá seu significado se não pudermos confiar mais nessas informações.
Ele alertou que o avanço do deepfake só tornará a disseminação de desinformação ainda mais prejudicial. Além disso, Barroso comentou sobre a politização das Forças Armadas, descrevendo-a como “dramática” para a democracia.
Ele criticou o papel desempenhado pelos militares no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmando que foram manipulados por “má liderança” para levantar falsas suspeitas sobre o processo eleitoral de 2022.
Barroso ressaltou que, desde 1988, as Forças Armadas mantiveram um comportamento exemplar no Brasil, evitando interferências políticas e cumprindo suas missões constitucionais. No entanto, ele lamentou que tenham sido utilizadas de forma inadequada e induzidas a agir de maneira prejudicial no TSE, onde foram convidadas a auxiliar na segurança das urnas, mas acabaram levantando questionamentos infundados.
Com informações de O Globo.





