Debate público na Câmara do Rio discute greve dos bancários da Caixa

Encontro será realizado no plenário da Casa na proxima segunda (14), às 14h, e ocorre em meio à paralisação nacional dos trabalhadores do banco e ao impasse sobre o custeio do plano de saúde

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A Câmara Municipal do Rio realiza, na próxima segunda-feira (14), um debate público sobre a greve dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal e as mudanças propostas para o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários do banco. O encontro será realizado às 14h no plenário da Casa.

A atividade é organizada pelo vereador Leonel de Esquerda (PT) e terá a participação do deputado federal Reimont (PT-RJ), além de funcionários da Caixa, representantes de associações de aposentados e pensionistas e dirigentes sindicais.

O debate ocorre em meio à greve nacional dos funcionários da Caixa, iniciada na quinta-feira (10) por tempo indeterminado após a rejeição da proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Entre os principais pontos do impasse estão as mudanças previstas para o custeio do Saúde Caixa, que atingem trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas.

Entre as mudanças propostas está o aumento da contribuição dos titulares aposentados e pensionistas, que passaria de 3,5% para 4,5% da remuneração-base. A mensalidade por dependente também teria reajuste, passando dos atuais R$ 480 para R$ 660, enquanto o teto de comprometimento da renda do grupo familiar aumentaria de 7% para 9%. Também estava prevista a retirada dos dependentes indiretos, entre eles filhos de 21 a 27 anos, do teto familiar, além da fixação do teto de coparticipação em R$ 4,8 mil por núcleo familiar.

“O Saúde Caixa é uma conquista dos trabalhadores e não pode ser inviabilizado. A Caixa é fundamental para a execução de políticas públicas, e tudo isso só é possível graças à dedicação de cada funcionário. Vamos discutir esse tema de forma aberta e cobrar respostas da direção do banco”, afirmou Leonel.

Greve entrou no segundo dia

A paralisação foi aprovada por trabalhadores da Caixa no Rio e em outros estados após assembleias realizadas pela categoria. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pelo banco.

No Rio, a Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (APCEF/RJ) informou que os empregados rejeitaram a renovação do acordo e aprovaram a greve para pressionar a instituição a retomar as negociações, especialmente sobre o plano de saúde.

O movimento dos bancários também atingiu unidades do Banco do Brasil na quinta-feira. Diferentemente da Caixa, onde a greve foi nacional, a paralisação no BB ocorreu de forma parcial em bases que rejeitaram a proposta apresentada pela instituição, incluindo Brasília, Porto Alegre e Florianópolis. Nesta sexta, a maioria das bases aprovou uma nova proposta e encerrou a mobilização no banco.

Em nota, a Caixa afirmou que “mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas”.

Durante a greve, a Caixa orienta os clientes a priorizarem os canais digitais e os serviços de autoatendimento. Permanecem disponíveis o aplicativo, o internet banking, o WhatsApp, o Caixa Tem e outros aplicativos da instituição. Os clientes também podem utilizar caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, casas lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui. O atendimento telefônico está disponível pelos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

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