Daniel Soranz alerta para aumento de pacientes à espera de transferência na rede municipal

Secretário de Saúde do Rio diz que falta de vagas para procedimentos de alta complexidade vem provocando superlotação nas unidades. Secretaria Estadual de Saúde rebate

O secretário de Saúde do Rio, Daniel Soranz, usou as redes sociais para externar sua preocupação com o aumento de pacientes que estão à espera de procedimentos de alta complexidade, o que vem provocando superlotação na rede municipal.

Soranz explica que no SUS, a regulamentação da alta complexidade de cardiologia, hematologia, oncologia, bariátrica e cirurgia ortopédica é de responsabilidade dos estados, no caso do Rio de Janeiro ela é feita pelo Sistema Estadual de Regulação (SER).

“Estamos vendo redução da oferta no RJ destes procedimentos de alta complexidade e cobrando da Secretaria de Estado que ampliem o acesso”, afirmou.

O secretário diz que atualmente 575 pacientes estão aguardando uma transferência nas salas amarelas e vermelhas, sobrecarregando as unidades de emergência municipais e atrasando o cuidado adequando do cidadão.

“Infelizmente neste momento a SES passa por uma crise ética gravíssima que paralisa todos os processos administrativos por lá, além do atraso dos salários e os pagamentos os fundos municipais. O resultado é a diminuição da oferta e a manutenção de 575 pacientes aguardando uma transferência”, criticou Soranz.

Ele publicou uma tabela detalhando os números. Atuamente o maior número de pacientes aguarda por procedimentos de ortopedia (225) e cardiologia (224). Outros 74 estão internados à espera de cateterismo; 33 aguardam atendimento oncológico, 10 esperam por exames hematológicos e 9 estão na fila para neurocirurgia.

O que diz a SES

A Secretária Estadual de Saúde (SES) divulgou uma nota rebatendo as declarações de Soranz. Segundo a pasta, as unidades estaduais funcionam plenamente, inclusive, com número recorde de cirurgias e procedimentos.

“O Hospital Universitário Pedro Ernesto sob contratualização estadual também bate número recorde de cirurgias e internações.Infelizmente este não é o caso das unidades municipais e federais que diminuíram o número de internações em todas as suas unidades”, diz um trecho da nota.

Além disso, a SES desafiou o secretário municipal a apresentar os números de cirurgias realizadas na rede pública do município.

“Desafiamos o Secretário Municipal de Saúde a apresentar a produção cirúrgica principalmente da ortopedia dos Hospitais Municipais Souza Aguiar, Lourenço Jorge e Miguel Couto.
Crise ética passa o Secretário Municipal de Saúde que falta com a verdade e espírito público”, afirmou a pasta

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