Um visitante inusitado roubou a cena na Praia do Arpoador, na Zona Sul do Rio, nesta semana: um pinguim foi flagrado nadando tranquilamente entre os banhistas em plena manhã de inverno. As imagens viralizaram nas redes sociais e reacenderam o debate sobre a presença desses animais no litoral carioca durante os meses mais frios.
🚨VEJA: Pinguim é visto em praia do Rio de Janeiro em meio aos banhistas.
— CHOQUEI (@choquei) June 30, 2025
pic.twitter.com/mN9ZToHVN1
De acordo com especialistas ouvidos pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, esse tipo de aparição é mais frequente entre os meses de maio e junho, informa Veja. Os pinguins, em sua maioria da espécie Magalhães, deixam a Patagônia em busca de alimento e temperaturas mais amenas — que, embora frias para os humanos, são mais quentes do que as águas austrais de onde vêm. Em 2024, houve um aumento de 300% nos registros de resgates desses animais no estado do Rio de Janeiro nesse período.
Embora o encontro com o pinguim possa parecer encantador, as autoridades ambientais fazem um alerta: o animal não deve ser tocado nem forçado a retornar à água. “Quando um pinguim é visto na areia, ele pode estar debilitado. A tentativa de devolvê-lo ao mar pode piorar seu estado de saúde”, explicou um técnico do projeto de monitoramento. Nestes casos, o ideal é proteger a ave do sol com uma toalha e acionar equipes especializadas.
O fenômeno é parte de um ciclo natural, mas o aumento nos resgates também pode estar relacionado a fatores como mudanças climáticas e desequilíbrios nos ecossistemas marinhos, que afetam a rota migratória e o acesso a alimentos.
.





