Cufa participa de debates para finalizar documento sobre saúde pública a ser apresentado na reunião do G20 em novembro  

Conferências estão previstas para ocorrer em 3 mil favelas de 41 países até novembro, quando as propostas serão apresentadas na cúpula de líderes do G20 no Rio

A Central Única das Favelas (Cufa) participou de um debate sobre o futuro da saúde pública ao lado de representantes do Ministério da Saúde, da Universidade de Harvard e do programa das Nações Unidas, numa iniciativa que está sendo chamada de “G20 das Favelas”. Essa é a primeira vez que uma organização de favela participa de uma discussão sobre saúde em escala internacional.

A Cufa, junto com a Frente Nacional Antirracista e a Frente Parlamentar das Favelas, tem organizado conferências em favelas no Brasil e no exterior para discutir problemas e buscar soluções para esses territórios. Essas conferências visam a inclusão da população das favelas nas grandes discussões e decisões que afetam suas vidas.

A expedição está prevista para ocorrer em 3 mil favelas de 41 países até novembro, quando um documento com propostas será apresentado na cúpula de líderes do G20 no Rio de Janeiro. O objetivo é garantir que as vozes das pessoas que vivem nas favelas sejam ouvidas em eventos importantes, trazendo as conferências para dentro dessas comunidades.

A desigualdade é um dos principais temas discutidos pelas autoridades no G20, uma realidade bem conhecida pelos moradores das favelas. A dona de casa Ingrid Batista, mãe de três crianças, relata as dificuldades que enfrenta para obter tratamento na rede pública de saúde para seus filhos com transtorno de espectro autista, precisando pagar tratamentos particulares devido à demora no atendimento público.

A saúde é uma preocupação constante dos moradores das favelas e periferias, que enfrentam falta de estrutura e profissionais nas unidades hospitalares, além da demora no acesso e atendimento. A saúde física e mental dessas pessoas também é afetada pela falta de saneamento básico e pelas condições precárias de moradia.

A coordenadora nacional do G20 das Favelas, Letícia Gabriella, enfatiza a importância de discutir essas desigualdades e buscar soluções concretas. Ela destaca que a pandemia expôs ainda mais essas desigualdades e que é essencial ter um compromisso social e político para fazer a diferença. A discussão no G20 das Favelas visa trazer à tona essas demandas e encontrar investimentos reais para mudar a situação.

Com informações do g1.

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