Não bastassem as dificuldades do meio decorrentes da migração de leitores para as plataformas digitais, as revistas e os jornais impressos praticamente estão deixando de circular após a eclosão da crise e o fechamento das bancas. Todos tiveram quedas brutais na circulação, contudo os que detém base razoável de assinantes – O GLOBO, Folha de São Paulo e Estadão – ainda conseguem ter algum peso com a distribuição direta nas residências. Mesmo assim, estão registrando corte de assinaturas por um bom número de leitores que, temerosos da contaminação, não querem sequer ter contato físico com jornais e revistas.
Jornais populares – como O Dia, Meia Hora e O Extra – praticamente deixaram de circular. Dependentes da venda avulsa, tiveram suas tiragens reduzidas a pó, após o fechamento das bancas de todo Estado.
Ontem, quatro das principais agências de publicidade do país decidiram aconselhar os clientes a zerar a publicidade nos impressos, dado o reduzido retorno, deslocando a verba para o meio digital. As mesmas agências estão reduzindo investimento também em rádios, cuja audiência também caiu após o período de quarentena, por conta da redução do uso de carros. As rádios são ouvidas fundamentalmente durante deslocamentos de carro.
Com a sociedade dentro de casa e as bancas fechadas, as revistas também têm sido fortemente afetadas. A Editora Globo acaba de anunciar a suspensão temporária das edições impressas das revistas Autoesporte, Casa e Jardim, Crescer, Época Negócios, Globo Rural e PEGN, que no período de maio a julho serão disponibilizadas somente no meio digital .
Segundo postagem do portal Comunique-se, os funcionários dos jornais cariocas O Dia e Meia Hora terão seus salários reduzidos em 25% dada a queda de circulação e a consequente redução do faturamento. Além disso, a direção do Grupo O Dia, empresa responsável pelos dois impressos, informou que suspendeu o vale transporte e o vale refeição dos empregados.
O Grupo O Dia comunica que a medida é temporária. O prazo previsto para a folha salarial voltar ao normal, contudo, não consta no comunicado assinado pela presidência. Desde outubro de 2019, o conglomerado de mídia tem o administrador Luiz Alberto Albuquerque como presidente.






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