Três importantes indicadores de criminalidade apresentaram queda no Estado do Rio de Janeiro em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025. Os dados mostram redução nos homicídios dolosos e nos roubos de veículos e celulares. O cenário muda, porém, quando são considerados os oito primeiros meses de 2026, período marcado por aumentos expressivos nesses mesmos crimes.
Os números divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) nesta quarta-feira (16) revelam que os homicídios dolosos recuaram 7,9% em agosto. Foram contabilizadas 222 vítimas, contra 241 no mesmo mês do ano passado.
O avanço das mortes em confronto com agentes do Estado, entretanto, impediu uma redução da letalidade violenta no mês. Foram 66 vítimas em agosto, ante 44 no mesmo período de 2025, aumento de 50%.
Letalidade violenta aumenta mesmo com queda dos homicídios
Com o crescimento das mortes em confronto, a letalidade violenta avançou 3% em agosto, chegando a 305 vítimas. O indicador reúne homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e morte por intervenção de agente do Estado.
Nos crimes contra o patrimônio, agosto apresentou resultados melhores na comparação anual. Os roubos de veículos diminuíram 18%, totalizando 1.484 registros. Já os roubos de celulares recuaram 21%, com 1.677 ocorrências.
Os números mensais, no entanto, contrastam com o comportamento dos indicadores desde o início de 2026.
Homicídios acumulam alta de 48% em oito meses
Entre janeiro e agosto, foram registradas 2.796 vítimas de homicídio doloso no Estado do Rio, alta de 48% em relação aos oito primeiros meses de 2025.
Outros crimes que compõem a letalidade violenta também apresentaram crescimento no período. Os feminicídios aumentaram 86%, enquanto os latrocínios tiveram avanço de 60%. As lesões corporais seguidas de morte cresceram 35% e as mortes em confronto subiram 38%.
Com esses resultados, a letalidade violenta acumulou crescimento de 47% nos oito primeiros meses de 2026 em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.
Roubos de celulares chegam ao maior nível da série histórica
O avanço dos crimes patrimoniais também chama atenção no acumulado do ano. Entre janeiro e agosto, o Rio contabilizou 22.710 roubos de celulares, aumento de 29% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado é o maior para os oito primeiros meses de um ano desde o início da série histórica, em 2003. O volume representa uma média de aproximadamente 94 aparelhos roubados por dia no estado.
A alta foi ainda maior nos roubos de veículos. Foram 24.647 ocorrências entre janeiro e agosto de 2026, contra 15.340 no mesmo período do ano passado. O crescimento chegou a 61%.







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