Cratera na Presidente Vargas suspende guindaste e obriga isolamento da área

Afundamento do solo durante montagem de estruturas do carnaval mobiliza Defesa Civil no Centro do Rio

Uma cratera se abriu na noite deste domingo na obra de montagem de estruturas na Avenida Presidente Vargas, na altura do Viaduto 31 de Março, no Centro do Rio, e deixou um guindaste parcialmente suspenso. O afundamento do terreno ocorreu exatamente no ponto onde o equipamento pesado estava instalado, provocando o desnivelamento do solo e acendendo o alerta para risco estrutural na região.

O deslocamento da terra atingiu a faixa mais próxima ao mangue e também comprometeu a parte junto à pista da avenida, onde surgiu uma rachadura com cerca de seis metros de extensão. Após o incidente, a área foi isolada para garantir a segurança de trabalhadores e de quem circula pelo local.

Segundo a Defesa Civil, técnicos passaram a avaliar as condições do solo e a possibilidade de desabamento de parte da margem do mangue naquele trecho.

Guindaste fica apoiado em estrutura após solo ceder

Com o afundamento, uma das rodas do guindaste ficou suspensa no ar. O equipamento segue apoiado em uma estrutura de suporte, mantendo-se equilibrado enquanto equipes especializadas analisam a estabilidade do terreno e definem as próximas medidas.

O monitoramento é contínuo para verificar o risco de novos deslizamentos ou de colapso da área afetada. Qualquer intervenção para estabilização do solo dependerá dos laudos técnicos produzidos pelas equipes no local.

O ponto onde ocorreu o incidente recebe intervenções para a instalação de estruturas utilizadas nos desfiles do carnaval, o que exigiu o uso do equipamento de grande porte.

Área segue interditada para avaliação técnica

A região foi isolada logo após a abertura da cratera, e o acesso permanece restrito. A prioridade, de acordo com a Defesa Civil, é garantir que não haja novos deslocamentos de terra antes do início de qualquer obra emergencial.

Ainda não há prazo para a liberação completa do trecho. As autoridades seguem acompanhando a situação e reforçam que a avaliação do solo é fundamental para evitar novos acidentes.

O caso ocorreu em meio à montagem das estruturas para os desfiles, período em que a movimentação de equipamentos pesados na via é intensificada.

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