O cantor, compositor e pianista italiano Peppino Di Capri, eternizado pelo sucesso “Champagne”, morreu neste sábado (11), aos 86 anos, na ilha de Capri, no sul da Itália. Considerado um dos maiores nomes da música popular italiana, o artista deixa um legado que atravessou gerações e conquistou fãs em diversos países, incluindo o Brasil.
A morte foi confirmada pela família e também pelas redes sociais oficiais do cantor, que publicaram uma foto acompanhada apenas da palavra “Ciao” (“Tchau”, em italiano). A causa da morte não foi divulgada. A Prefeitura da Ilha de Capri decretou luto oficial no município para o domingo (12), em homenagem ao falecimento do artista.
Nascido Giuseppe Faiella, em 27 de julho de 1939, na própria ilha de Capri, o músico iniciou sua trajetória ainda criança. Aos quatro anos, já se apresentava para soldados aliados durante a Segunda Guerra Mundial. Influenciado pela família, que vivia cercada pela música, desenvolveu cedo sua habilidade como pianista e cantor.
Carreira marcada por sucessos
Peppino Di Capri começou a ganhar notoriedade nos anos 1950 com o Duo Caprese e, posteriormente, liderou a banda Peppino di Capri e i Suoi Rockers, um dos grupos responsáveis por popularizar o rock na Itália.
Em 1961, alcançou enorme sucesso com “Let’s Twist Again”, que vendeu cerca de um milhão de cópias e ajudou a consolidar o twist no país. Outros sucessos da época incluem “St. Tropez Twist”, “Don’t Play That Song”, “Malatia” e “Nun È Peccato”.
No auge da carreira, em 1965, o cantor chegou a abrir os shows dos Beatles durante a turnê da banda britânica pela Itália.
‘Champagne’ virou um clássico da música italiana
Embora tenha sido lançada em 1973, a canção “Champagne” não conquistou sucesso imediato. Com o passar dos anos, porém, tornou-se um dos maiores clássicos da música italiana, sendo presença constante em bares, restaurantes, casas noturnas e eventos pelo país.
A música ultrapassou fronteiras e fez de Peppino Di Capri um dos artistas italianos mais conhecidos internacionalmente.
Outro grande sucesso foi “Roberta”, composição dedicada à sua primeira esposa, Roberta Stoppa, que também se tornou um dos maiores clássicos de seu repertório.
Festival de Sanremo e Eurovision
Peppino participou de 15 edições do tradicional Festival de Sanremo, principal evento da música italiana, vencendo duas vezes.
Em 1973, conquistou o primeiro lugar com “Un Grande Amore e Niente Più”. Três anos depois, voltou a vencer com “Non lo Faccio Più”. Também foi campeão do Festival da Canção Napolitana em 1970.
Em 1991, representou a Itália no Eurovision Song Contest com “Comme è Ddoce ‘o Mare”, terminando a competição na sétima colocação.
Shows no Brasil
Ao longo da carreira, Peppino Di Capri realizou diversas apresentações no Brasil, reunindo milhares de fãs em capitais brasileiras e participando de programas de televisão.
Sua última apresentação pública aconteceu há cerca de um ano, durante um evento cinematográfico realizado na ilha de Capri, quando emocionou o público ao interpretar novamente “Champagne”, mesmo com a saúde já fragilizada.
Cinebiografia e homenagem
Em 2025, sua trajetória foi retratada na cinebiografia “Champagne”, estrelada pelo ator Francesco Del Gaudio. O filme revisita mais de seis décadas de carreira e momentos marcantes da vida do artista.
Após a confirmação da morte, a Prefeitura de Capri decretou luto oficial neste domingo (12). O funeral será realizado na antiga Catedral de Santo Stefano, na tradicional Piazzetta di Capri.
Peppino Di Capri deixa três filhos: Igor, do casamento com Roberta Stoppa, e Edoardo e Dario, filhos de sua união com Giuliana Gagliardi, companheira por mais de quatro décadas.
Com uma carreira que ajudou a modernizar a música italiana e sucessos que permanecem vivos até hoje, Peppino Di Capri se despede como uma das vozes mais importantes da história da canção romântica italiana.





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