CPI do Crime Organizado convida Alexandre de Moraes e Dias Toffoli para depor

Comissão do Senado também chama esposa de Moraes e aprova requerimentos ligados ao caso Master

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado aprovou, nesta quarta-feira (25/2), o convite para que os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli compareçam ao colegiado. A comissão também convidou a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes.

O convite tem caráter facultativo, ou seja, os convidados não são obrigados a atender ao chamado. A votação foi realizada de forma simbólica.

A iniciativa ocorre no contexto de uma série de requerimentos que miram desdobramentos relacionados ao Banco Master. A comissão analisa pedidos que envolvem a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro e de seu ex-sócio Augusto Lima. Familiares do ex-relator do caso no STF, Dias Toffoli, também podem ser alvo de convocação, embora os requerimentos ainda estejam em discussão.

Relações contratuais e questionamentos

Um dos pontos que motivaram os requerimentos diz respeito a contratos firmados entre o escritório chefiado por Viviane Barci e o Banco Master. Segundo informações já divulgadas pela imprensa, o escritório teria prestado serviços à instituição financeira em contratos de alto valor.

Paralelamente, fundos vinculados ao Banco Master teriam investido em empresas relacionadas a Toffoli. As circunstâncias levantaram questionamentos públicos sobre a possibilidade de vazamento de informações sigilosas envolvendo familiares de ministros do Supremo.

Até o momento, não há decisão judicial que comprove irregularidades nesses vínculos, e os investigados não foram formalmente acusados de crime no âmbito da CPI.

Pedidos de informação aprovados

Além dos convites aos ministros e à advogada, a comissão aprovou requerimentos de solicitação de informações a diferentes órgãos. Entre eles, pedidos sobre registros de entradas e saídas de Augusto Lima no Senado e informações sobre a concessão de escolta a magistrados.

Esses dados foram solicitados ao presidente do Conselho Nacional de Justiça, ministro Edson Fachin, que também preside o Supremo Tribunal Federal.

A estratégia da CPI é reunir elementos que possam esclarecer eventuais conexões entre decisões judiciais, movimentações financeiras e interesses privados.

Outras possíveis convocações

A CPI ainda analisa requerimentos para convocar o ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. No entanto, integrantes da oposição aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro indicam que esses pedidos podem ser destacados e não avançar.

A comissão segue com a votação de requerimentos e deve deliberar sobre novas diligências nos próximos dias, ampliando o escopo das investigações relacionadas ao caso Banco Master e suas eventuais conexões com autoridades públicas.

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