A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado aprovou, nesta terça-feira (31), a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário e pastor Fabiano Zettel, investigado por suspeita de participação em um esquema de fraudes envolvendo o Banco Master.
Segundo as apurações da CPI, Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, é apontado como operador financeiro de uma organização criminosa, responsável por intermediar pagamentos por meio de empresas registradas em nome de terceiros e fundos utilizados para ocultar a origem e o destino dos recursos.
O empresário está preso em São Paulo desde o início de março e também ganhou notoriedade no cenário político ao figurar entre os principais financiadores das eleições de 2022. Ele foi o sexto maior doador daquele pleito e o maior doador pessoa física das campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro, tendo destinado recursos a ambos.
Além da quebra de sigilos de Zettel, os parlamentares também aprovaram medidas semelhantes contra cinco empresas e outras três pessoas físicas. Entre os alvos está José Carlos Oliveira, que ocupou os cargos de ministro da Previdência Social e presidente do INSS durante o governo Bolsonaro.
Os requerimentos foram inicialmente aprovados em bloco, por votação simbólica. No entanto, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) solicitou a votação individual e nominal das medidas, com o objetivo de garantir maior segurança jurídica às decisões tomadas pela comissão.
Novas convocações ampliam escopo da CPI
Durante a mesma sessão, a CPI aprovou a convocação de nomes relevantes da política e da área econômica. Entre eles estão os ex-governadores Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, além do ex-diretor do Banco Central Renato Gomes.
Castro e Ibaneis já haviam sido convidados anteriormente, mas não compareceram às oitivas realizadas no início de fevereiro. Ambos deixaram recentemente seus cargos para disputar vagas no Senado nas eleições de outubro. No caso do ex-governador fluminense, há ainda uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral que o tornou inelegível.
Outro nome esperado pela comissão era o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que também não compareceu à oitiva. Diante da ausência, o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB), apresentou um novo pedido de convocação, que foi aprovado pelos integrantes do colegiado.






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