A CPI das Câmeras da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro realizou nesta segunda-feira (25) mais uma oitiva e decidiu ampliar as medidas de investigação contra empresas e dirigentes do setor de monitoramento e recuperação de veículos. O colegiado aprovou a quebra do sigilo fiscal e bancário de companhias, cooperativas e associações, além de determinar a condução coercitiva de Monique Torres Dias.
Das 21 cooperativas e seguradoras convidadas, apenas cinco compareceram à oitiva. Os deputados também pediram informações sobre número de associados, valores pagos às empresas recuperadoras e carga tributária recolhida.
Também foi convocada a diretora da Black Hawk Serviços e Monitoramento, identificada como Lidiane, apontada como beneficiária do Bolsa Família. Entre as medidas, os deputados aprovaram a quebra de sigilo fiscal e bancário de Renato de Oliveira, diretor da Auto Ache Tecnologia e Informação, e de Alex dos Santos, dono da empresa Facility.
Além dos nomes individuais, a comissão determinou a quebra de sigilo de várias empresas que atuam no setor. Estão entre elas a Sirios, Saticom, SABC e Conexão. O objetivo dos parlamentares é entender a movimentação financeira dessas companhias, já que os depoimentos colhidos até o momento não foram considerados suficientes para esclarecer a origem e o destino dos recursos.
Os deputados também pediram acesso aos contratos da Pontual Clube de Benefícios e de seus associados, com o intuito de mapear as relações financeiras entre as cooperativas e as empresas de monitoramento. A comissão decidiu ainda solicitar a Polícia Civil um relatório dos veículos recuperados no estado nos últimos 12 meses.
Novo monitoramento no estado
O chefe da Assessoria Parlamentar da Polícia Militar, coronel Mário Marcelo Brasil, destacou que a corporação desenvolve o Projeto Sentinela, voltado para identificar os melhores pontos de monitoramento entre as cerca de 250 mil câmeras instaladas no estado.
“Esse é um projeto de suma importância”, ressaltou. A iniciativa integra os esforços da PM para modernizar a vigilância urbana e fortalecer a atuação preventiva e investigativa em áreas de maior criminalidade.
A CPI das Câmeras segue apurando contratos, operações financeiras e o papel de empresas que atuam em videomonitoramento e recuperação de veículos roubados. A expectativa dos parlamentares é que, com os dados fiscais e bancários em mãos, seja possível avançar na identificação de eventuais irregularidades e vínculos suspeitos entre os atores investigados.
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