A CPI da Transparência, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), adiou para a próxima semana o depoimento do empresário Jorge Esteves, proprietário da Rio Park, que é a responsável pelos pátios onde ficam os veículos apreendidos no estado. A sessão estava marcada para sexta-feira (22).
Durante a sessão desta quinta-feira (22), o deputado Filippe Poubel (PL), um dos integrantes da CPI, informou que Esteves havia ingressado com um pedido de habeas corpus na Justiça com o objetivo de não comparecer à comissão. Alegando estar doente, ele teve a condução coercitiva aprovada no último dia 13 depois de não atender a convocação da comissão.
Ainda no dia da oitiva, o presidente do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), Leonardo de Lima Matias, comunicou a suspensão temporária do contrato de R$ 16 milhões firmado entre o órgão e a Rio Park. O contrato, que tem sido alvo de questionamentos da CPI, é responsável pela gestão dos pátios conveniados.
Apesar de o presidente da CPI, deputado Alan Lopes (PL), ter informado que o habeas corpus solicitado por Esteves foi negado pela Justiça, os deputados decidiram adiar o depoimento.
A decisão foi tomada em consenso entre os membros da comissão, que aguardam agora a aprovação pelo plenário da Alerj da prorrogação oficial dos trabalhos da CPI — uma medida que já foi acordada internamente, mas que ainda depende de aval formal da Casa.
A nova data para a oitiva de Jorge Esteves será definida após a deliberação do plenário sobre a extensão dos trabalhos da comissão, o que deve ocorrer nos próximos dias.





