Representantes do Ibama e da prefeitura do Rio serão chamados para prestarem esclarecimentos na CPI das Embarcações da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) sobre os navios abandonados na baía de Guanabara. Nesta quinta-feira (09/11), durante oitiva com o diretor de Pós-Licença do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Ricardo da Silva, foi informado que das 51 embarcações que estão fundeadas, apenas seis foram retiradas do mar.
As carcaças de pequenos portes, feitas de madeira, foram levadas para um depósito de responsabilidade da Prefeitura de Niterói. Ele explicou que, por exigência da CPI, foi criada uma força-tarefa para fazer as remoções, que iniciaram em junho. Além do Inea e da prefeitura de Niterói, compõem o grupo a PortosRio, a Capitania dos Portos e as secretarias estaduais de Energia e Economia do Mar e Ambiente e Sustentabilidade.
“A última reunião ocorreu em março ou abril deste ano. Depois disso, iniciamos as ações de retirada das seis embarcações. A próxima está marcada para este mês de novembro”, revelou o diretor, acrescentando que os encontros não são conduzidos pelo Inea.
Presente na reunião, a deputada Lucinha (PSD) exigiu que sejam apresentadas as atas das reuniões dessa força-tarefa para o conhecimento das responsabilidades de cada autoridade competente, assim como o calendário das próximas remoções.
“Parece que essa força–tarefa não se reúne. Há um erro de comunicação entre a Marinha, Inea e PortosRio, o que nos sugere um jogo de empurra. Essas embarcações atrapalham a navegabilidade e criam problemas para o pescador. Essas embarcações poluem a Baía, são multadas pelo Inea e não pagam a multa”, destacou a parlamentar.
Para o presidente da CPI, deputado Dr. Deodalto (PL), as autoridades competentes não têm interesse em retirar as embarcações abandonadas justamente por serem de madeira, um material sem valor comercial.
“O número de embarcações retiradas ainda é muito pequeno. Se elas tivessem alumínio ou aço, seria mais vantajoso. Precisamos saber o calendário de retirada das 45 embarcações que ainda se encontram à deriva na Baía de Guanabara”, disse o parlamentar.
Diante do impasse, os deputados querem agora entender a posição do Ibama nesse imbróglio. Eles também querem ouvir o órgão ambiental da Prefeitura do Rio, uma vez que a maioria dos navios abandonados estão na cidade. A ideia é convocar novamente os representantes do Núcleo Especial de Polícia Marítima, que não compareceu na reunião desta quinta-feira.





