O governador em exercício, Ricardo Couto, criticou o seu antecessor, Cláudio Castro, por ter ocultado sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e os aportes bilionários feitos pelo RioPrevidência no Banco Master, que foi alvo de uma liquidação extrajudicial pelo Banco Central.
“O que assusta é a pessoa falar ‘não conheço, nunca vi nem sei quem é’ e se descobrir depois que ela conhecia o empresário e que o aporte realizado pelo estado foi muito maior do que se alegava. Pode até ser que haja aí uma dose de deslumbramento com festas regadas a uísque, e charutos caros. Mas vale a velha expressão: à mulher de Cesar não basta ser honesta, é preciso parecer honesta. Minha avaliação é que, infelizmente, não era a gestão que se esperava de um chefe do Executivo”, disse Castro, em entrevista à Veja desta semana.
Limpa em nomeações sem concurso público
Na entrevista, Couto também detalhou o que encontrou ao assumir o governo e os passivos financeiros ligados a contratos firmados pela gestão anterior. Entre os principais problemas identificados, Couto destacou o volume de servidores nomeados sem concurso público.
Ele afirmou que encontrou uma máquina administrativa excessivamente dependente de cargos de livre nomeação, o que o levou a promover uma ampla revisão das estruturas do Executivo estadual com mais de 3 mil exonerações.
Limitação de cargos sem concurso
Como resposta ao quadro encontrado, Couto anunciou a intenção de estabelecer um limite para a ocupação de cargos comissionados na administração estadual. A proposta prevê que essas funções correspondam a, no máximo, 10% do total de servidores em cada secretaria, numa tentativa de fortalecer o papel dos servidores concursados e reduzir despesas permanentes.






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