Corte Internacional de Justiça proíbe Venezuela de anexar região da Guiana

A Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia, na Holanda, determinou nesta sexta-feira (1º) que a Venezuela não pode tentar anexar Essequibo, uma região rica em petróleo que corresponde a 70% do território da Guiana. A decisão foi tomada às vésperas de um referendo que o governo venezuelano pretende realizar no domingo (3) para…

A Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia, na Holanda, determinou nesta sexta-feira (1º) que a Venezuela não pode tentar anexar Essequibo, uma região rica em petróleo que corresponde a 70% do território da Guiana. A decisão foi tomada às vésperas de um referendo que o governo venezuelano pretende realizar no domingo (3) para consultar a população sobre a incorporação da área ao mapa da Venezuela.

A Corte de Haia afirmou que ainda não é possível definir a quem pertence o território, que é disputado pelos dois países desde a independência da Guiana do Reino Unido. Mas decidiu que, de forma provisória, a Venezuela não pode interferir no atual status do território, que é administrado pela Guiana. A Corte também ordenou que “ambos os países devem se abster de quaisquer ações que agravem a disputa fronteiriça”.

A decisão, que foi a primeira de um tribunal internacional sobre o tema, favorece a Guiana, que denunciou a Venezuela por violar um acordo de 1899 que estabeleceu os limites entre os dois países. A Venezuela, por sua vez, não reconhece a Corte de Haia e mantém a realização do referendo, no qual perguntará aos seus cidadãos se apoiam a concessão da nacionalidade venezuelana aos 125 mil habitantes de Essequibo, conhecida pelos venezuelanos como “Guiana Essequiba”.

Essequibo, uma região maior que a Inglaterra, faz fronteira com o norte do Brasil. As Forças Armadas brasileiras já enviaram mais tropas para a região por conta da escalada das tensões entre os dois países com a proximidade do referendo.

Com informações do g1

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