O corpo do cão comunitário Orelha, morto após agressão na Praia Brava, em Florianópolis, foi exumado e já passa por uma nova perícia. A medida foi autorizada pela Justiça depois de solicitação do Ministério Público de Santa Catarina, que pediu diligências complementares no caso.
A confirmação do procedimento veio de fonte ligada ao governo estadual. Mais cedo, o portal G1 havia informado sobre a autorização judicial, e a apuração confirmou que a exumação já foi realizada e que os exames técnicos estão em andamento.
O pedido do MP foi protocolado na terça-feira e, no mesmo dia, o órgão abriu procedimento preparatório para apurar a condução do inquérito. A área responsável pelo controle externo da atividade policial informou que recebeu representações e avalia a necessidade de medidas judiciais.
Nova perícia e postura das autoridades
Procuradas, a Polícia Civil de Santa Catarina e a Polícia Científica de Santa Catarina não detalharam os exames em curso, mas afirmaram cumprir “de forma célere” todas as novas diligências determinadas.
Em nota, as instituições disseram que evitam divulgar pormenores para preservar o andamento do procedimento e reforçaram que trabalham para que a denúncia siga à Justiça acompanhada das provas já colhidas sobre a morte de Orelha e os maus-tratos investigados contra outro animal, conhecido como Caramelo.
Orelha foi atacado na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava. Laudos anteriores indicaram golpe contundente na cabeça, possivelmente por chute ou por objeto rígido, como madeira ou garrafa. O animal morreu no dia seguinte.
Vídeo, contestação da defesa e desfecho do inquérito
Uma das principais provas citadas pela polícia é um vídeo que mostra um adolescente saindo de um condomínio por volta das 5h25, acompanhado de uma amiga, e retornando às 5h58. A corporação estima que a agressão tenha ocorrido por volta das 5h30.
A defesa questiona a estimativa por não haver imagens do momento exato do ataque. Advogados afirmam que o caso tem sido afetado por desinformação nas redes sociais e relatam ameaças virtuais e exposição de dados pessoais do adolescente e de familiares.
Na semana passada, a polícia concluiu o inquérito e pediu a internação do adolescente apontado como autor. Por envolver menores de 18 anos, os nomes não são divulgados, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.






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