A Polícia Civil do Rio de Janeiro localizou nesta quarta-feira (9) o corpo de Rafael Silva de Souza, de 25 anos, catador de recicláveis desaparecido há uma semana em Magé, na Baixada Fluminense. O corpo foi encontrado próximo à Estrada Velha da Estrela (RJ-107), entre Piabetá e Petrópolis, por equipes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e da 66ª DP (Piabetá), informa o g1.
Rafael havia desaparecido no dia 2 de julho após, segundo testemunhas, ter sido baleado por um vigilante que atuava no antigo Lixão de Bongaba. O conflito teria ocorrido após uma discussão envolvendo a cobrança de uma taxa considerada ilegal para que catadores acessassem o local e recolhessem materiais recicláveis. Testemunhas relataram que, durante a briga, o vigilante disparou contra Rafael, que caiu no chão. Outros tiros teriam sido ouvidos em seguida.
A investigação identificou que o principal suspeito utiliza tornozeleira eletrônica e, com base nos dados de geolocalização, confirmou-se que ele esteve no ponto onde o corpo foi achado. Diante dessas evidências, a polícia obteve autorização judicial para cumprir mandados de busca e apreensão, acesso aos dados do monitoramento eletrônico e prisão temporária do suspeito.
Apesar da ação dos agentes no endereço do vigilante, ele não foi localizado e, até o momento, é considerado foragido. A Polícia Civil segue com as diligências para encontrá-lo.
Em nota oficial, a Prefeitura de Magé lamentou a morte de Rafael e confirmou que o vigilante apontado pelas testemunhas foi exonerado. A administração municipal declarou ainda estar colaborando com as investigações e reafirmou o compromisso com a segurança da população e o respeito à vida.
Rafael era conhecido na comunidade por trabalhar com a coleta de materiais recicláveis como forma de sustento.
A perícia foi acionada para examinar a cena do crime, e os exames complementares devem ajudar a confirmar a dinâmica do homicídio, estimando o número de disparos e outros detalhes relevantes. Segundo relatos preliminares, Rafael pode ter sido atingido por ao menos três tiros.
A família do jovem acompanha de perto as investigações e cobra justiça. O caso é tratado como homicídio doloso.
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