A COP30 caminha para ultrapassar o prazo oficial de encerramento previsto para esta sexta-feira (21), em Belém. A poucas horas do fim dos trabalhos, delegações seguem sem consenso sobre a formulação de uma meta clara para reduzir e, no futuro, eliminar o uso de combustíveis fósseis — ponto considerado central para o texto final da conferência.
Plenária extra pode ocorrer no sábado
Fontes que participam das discussões afirmaram que o cronograma deve ser estendido, com a possibilidade de uma plenária adicional na manhã de sábado (22). A prática tem se tornado comum nas últimas COPs, diante da dificuldade crescente de alinhar posições entre países com interesses opostos.
Disputa entre dois blocos
Uma reunião fechada iniciada às 17h, com a presença do presidente da COP-30, André Correa do Lago, segue em andamento na Blue Zone, onde negociadores tentam costurar um acordo. O impasse se concentra em dois grupos: de um lado, Arábia Saudita, China, Índia e Rússia rejeitam a inclusão de qualquer menção aos combustíveis fósseis no documento final. De outro, Brasil, Colômbia, Chile, União Europeia, Panamá e países insulares defendem que a transição energética seja explicitamente registrada.
Retirada de trecho acirra tensão
A exclusão do mapa do caminho para o abandono dos combustíveis fósseis do rascunho divulgado nesta sexta provocou forte reação de países europeus, que passaram a travar debates sobre outros temas relevantes, como financiamento climático para adaptação e regras de comércio ambiental.
Temor de impacto econômico
Países produtores de petróleo argumentam que assumir compromissos sobre combustíveis fósseis poderia afetar diretamente suas economias, altamente dependentes da exploração de petróleo e gás. Esse tem sido o principal motivo para a resistência às propostas de transição energética acelerada.






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