O avião em que viajava a cantora Marília Mendonca – um King Air C90 – é um dos mais utilizados por políticos e executivos no Brasil. Faz parte de uma bem-sucedida família de bimotores turbo-hélices de pequeno porte, voltado para operação executiva. Lançado no início dos anos 1960, a série King Air é considerada uma das mais seguras e eficientes do mundo, com amplo histórico de uso no Brasil.
A família King Air acumula mais de 3.100 unidades entregues em quase 60 anos, sendo utilizado por empresas de táxi aéreo, operadores particulares, polícias e forças aéreas, incluindo dos Estados Unidos.
A aeronave envolvida no acidente ostenta o número de série LJ-1078, tendo sido produzida em 1984, pela Beechcraft Aircraft, nos Estados Unidos. Segundo dados da Anac, o avião estava regular, com manutenções em dia e era autorizado a realizar serviços de táxi aéreo.
Com capacidade para até seis passageiros, o King Air C90 pode operar em pistas curtas e não pavimentadas, sendo utilizado especialmente em fazendas e locais remotos no Brasil. Ao mesmo tempo, oferece desempenho elevado em operações em aeroportos com pistas de asfalto ou concreto. A velocidade máxima é de aproximadamente 500 km/h (270 nós) e o teto máximo de voo é de 9.100 metros (30.000 pés), com alcance de até 2.450 quilômetros.
Ainda que recentemente a família King Air tenha sido notícia após o acidente que vitimou entre eles o sócio da Raízen, Celso Silveira Mello Filho, o modelo conta com excelente histórico de segurança. Com mais de 430 unidades em serviço no Brasil, o King Air oferece diversas opções de modelo, com valores que pode chegar aos R$ 35 milhões.
A aeronave pertencia a PEC Táxi Aéreo Ltda, sediada no aeroporto Santa Genoveva (GYN), em Goiânia, e estava em situação legal, segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil.






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