A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (8), por unanimidade, o nome de Gabriel Galípolo para presidir o Banco Central (BC). Galípolo, atual diretor de Política Econômica do BC e indicado pelo presidente Lula, recebeu 26 votos favoráveis. A decisão final ainda depende do plenário do Senado, mas deve ocorrer rapidamente. Caso aprovado, Galípolo substituirá Roberto Campos Neto a partir de 2025 e terá um mandato de quatro anos.
Durante a sabatina, que durou quatro horas, Galípolo abordou temas como autonomia do BC, relação com Lula e combate à inflação. Ele garantiu que recebeu de Lula a “liberdade na tomada de decisões”, enfatizando a importância da independência do BC. “Toda vez que me foi concedida a oportunidade de encontrar o presidente Lula, escutei de forma enfática e clara a garantia da liberdade na tomada de decisões”, disse o economista.
Galípolo destacou a relevância do compromisso do Banco Central no combate à inflação e no fortalecimento de uma economia mais justa e sustentável. Ele afirmou que o Brasil pode se posicionar como um polo global de inovação e crescimento sustentável, ao mesmo tempo em que combate a pobreza e promove produtividade. Segundo ele, o BC continuará com sua missão de garantir a estabilidade financeira do país.
Galípolo diz que tem boa relação com atual presidente do BC
Em relação à sua relação com o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, Galípolo afastou qualquer possibilidade de conflito. “Minha relação com o presidente Lula e com o presidente Roberto é a melhor possível. Sempre fui bem tratado pelos dois. Não consigo fazer qualquer queixa a nenhum deles”, afirmou.
Galípolo também comentou sobre as críticas de Lula à gestão de Campos Neto, mas fez uma “mea culpa”, dizendo que gostaria de ter contribuído para uma relação melhor entre o Banco Central e o Executivo. Ele se mostrou grato pela confiança de Lula e reafirmou seu compromisso de tomar decisões de forma independente e com base na sua consciência.
Galípolo diz que nunca foi pressionado por Lula
O economista ainda reforçou que, ao longo de seu mandato como diretor do BC, não sofreu qualquer pressão política do presidente. “Nunca sofri nenhuma pressão. Seria leviano da minha parte dizer que o presidente Lula fez qualquer tipo de interferência”, concluiu.
Com sua aprovação quase certa, Gabriel Galípolo terá a tarefa de equilibrar as expectativas do governo e do mercado financeiro, além de lidar com os desafios econômicos, como a inflação e a taxa de juros, que continuam em foco na agenda política e econômica do país.
Com informações do g1





