Dados do II Relatório sobre Intolerância Religiosa: Brasil, América Latina e Caribe, elaborado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) e Observatório das Liberdades Religiosas (OLR), com cooperação da Unesco, mostram que os casos de intolerância religiosa vêm crescendo no Brasil, e o Estado do Rio é um dos epicentros. Para debater e buscar soluções sobre o tema, a Comissão de Combate às Discriminações e ao Preconceito da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), realiza, nesta terça-feira, a primeira audiência pública do colegiado. O encontro reunirá lideranças religiosas de matriz africana, evangélica e muçulmana.
Entre 2020 e 2021, o número de casos em território fluminense quadruplicaram, sendo as religiões de matrizes africanas as que mais sofreram. Em 2020, foram 18 casos de intolerância, contra 61 casos, em 2021. Neste mesmo ano, o Ministério da Mulher da Família e dos Direitos Humanos (através do disque 100), mostrou que o país teve 966 casos de intolerância, distribuídos entre matriz africana (244), não definida (234), evangélica (186), demais religiões (160), católica (125) e sem religião (17). O Estado do Rio ficou entre os primeiros nesses episódios.
“Dados do Ministério da Mulher, da Família e do Meio Ambiente revelam que o Rio de Janeiro é o segundo estado do Brasil com mais registro de casos de intolerância religiosa. As religiões de matriz africana representam o principal grupo atingido. Vamos buscar um caminho para mudar isso”, disse o deputado Professor Josemar (Psol), presidente do colegiado.





