Nesta terça-feira (9), coordenadores e diversos membros da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro anunciaram em conjunto suas renúncias aos cargos diretivos da entidade, informa Ancelmo Gois, em O Globo.
A decisão foi tomada após o presidente da comissão, Ítalo Pires Aguiar, confirmar sua saída, alegando que a atual liderança da Ordem, sob o comando de Luciano Bandeira, vinha exercendo pressões sobre ele no que diz respeito às manifestações relacionadas ao caso Marielle Franco.
Em uma carta aberta divulgada recentemente, Aguiar mencionou “a recusa (da OAB) em assumir o protagonismo na defesa da reabertura dos inquéritos conduzidos pelas autoridades policiais indicadas, inclusive pela Polícia Federal, como coautoras intelectuais da morte da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes”.
Ele também relatou que “a direção da comissão de direitos humanos chegou a ser ameaçada de exoneração em caso de persistência nesta pauta”. Diante da sua recusa em se alinhar com a posição da direção, o advogado foi destituído de suas funções.
Este episódio suscitou debates acalorados sobre o papel da OAB na promoção dos direitos humanos e no enfrentamento das questões relacionadas à justiça e à segurança pública, especialmente em casos sensíveis como o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.
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