A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados vai discutir, na próxima quarta-feira (2), a morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. Segundo reportagem publicada pelo site PlatôBR, o presidente da comissão, deputado Filipe Barros (PL-PR), anunciou que irá apresentar dois requerimentos de informações: um à Embaixada da Indonésia no Brasil e outro ao Ministério das Relações Exteriores.
O objetivo, de acordo com o parlamentar, é apurar as circunstâncias do acidente que vitimou Juliana e avaliar a atuação das autoridades locais e brasileiras no processo de resgate. “Queremos saber se houve omissão por parte do governo da Indonésia, além de compreender qual foi a participação do Itamaraty nas buscas”, afirmou Barros.
Juliana, que era natural de Niterói (RJ), estava em viagem pela Ásia desde fevereiro deste ano. O acidente ocorreu na sexta-feira, dia 20 de junho, enquanto ela fazia uma trilha no Monte Rinjani, um dos vulcões mais altos da Indonésia e bastante frequentado por turistas. Ela caiu de um penhasco durante a caminhada.
Demora no resgate causou indignação
As buscas duraram quatro dias e envolveram equipes locais, além de relatos de que Juliana teria sido avistada por drones e por outros trilheiros ao longo do percurso. Ainda assim, o corpo da jovem só foi encontrado no dia 24. A demora na localização reacendeu o debate sobre a estrutura de resgate disponível em áreas turísticas do país asiático.
A iniciativa da comissão ocorre após a repercussão do caso nas redes sociais e na imprensa, com familiares e amigos da jovem relatando angústia diante da falta de informações precisas durante as buscas. A pressão por respostas agora chega ao Congresso Nacional, que quer entender os desdobramentos diplomáticos e operacionais do caso.
A análise dos requerimentos está prevista para a reunião ordinária da comissão, e, se aprovados, os documentos serão encaminhados formalmente às autoridades citadas.





