Lojas, bares e restaurantes ainda estão calculando os prejuízos por conta da falta de energia que afetou mais de 2,1 milhões de unidades na capital e Grande São Paulo. Uma estimativa do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP) aponta que o comércio na Grande São Paulo pode ter deixado de arrecadar até R$ 126 milhões.
Já a Abrasel/SP, entidade que representa os mais de 155 mil bares e restaurantes de São Paulo, ainda está fazendo as estimativas sobre o prejuízo dos estabelecimentos que perderam estoques. Muitos comerciantes ainda estão sem energia e não conseguiram estimar as perdas.
O economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, afirma que os prejuízos são difíceis de estimar, pois os efeitos do temporal não foram iguais na cidade. Além disso, algumas regiões ainda não tiveram o restabelecimento da energia.
Ele diz que o prejuízo se dá por reduções nas compras “imediatas” e “por impulso”. Além disso, o consumo também caiu com as restrições ao fluxo de clientes, com diversas vias interditadas por queda de árvores.
O empresário Marcelo Lima, proprietário do Porto Lounge, espaço de gastronomia e comércio localizado na região de Campo Belo, na zona Sul de São Paulo, calcula um prejuízo de R$ 35 mil com a falta de energia em São Paulo.
O restaurante, tabacaria, bar, pizzaria e loja de vinhos e de maquiagem, alugados por comerciantes e que funcionam no local, ficaram fechados desde sexta até 17h de domingo. Sem conseguir contato com a Enel por telefone ou pelo site da empresa, as reservas de sábado — mais de 200 — foram canceladas, assim como as 30 de domingo.
— Isso sem contar a perda de carne, queijo, hamburgueres, produtos que estavam nos freezers. O final de semana tem o maior movimento e, agora em novembro, é quando precisamos faturar para pagar o 13º dos funcionários — conta o empresário, que observa que mais de 15 pessoas trabalham no espaço.
Ele e os locadores do espaço agora estudam que medidas podem tomar para serem ressarcidos de pelo menos parte das perdas. Apesar do apagão, a chuva e o vendaval não danificaram o espaço, que volta a abrir esta semana.
Com informações de O Globo.





