Com cães farejadores, Receita Federal apreende duas toneladas de cocaína em sacas de café no Porto do Rio

A droga, avaliada em R$ 312 milhões, seria enviada para a Alemanha

A Receita Federal interceptou, nesta sexta-feira (13), uma carga de quase duas toneladas de cocaína escondida em um contêiner de sacas de café no Porto do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo. Avaliada em cerca de R$ 312 milhões, a droga tinha como destino a Alemanha e foi descoberta com o auxílio de cães farejadores e um equipamento portátil de raio-x.

A operação foi conduzida pela Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho da 7ª Região Fiscal, que abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ao todo, 320 sacas de café foram inspecionadas. Segundo a Receita, 54 delas apresentaram “contaminação” com a droga, o que resultou na apreensão de 1,126 tonelada de cocaína pronta para exportação.

Os cães Abby e Electra, treinados para farejar entorpecentes, foram fundamentais para localizar o entorpecente entre as sacas. A inspeção foi confirmada por meio do raio-x portátil, que detectou irregularidades na densidade do material transportado.

A Receita não informou se há suspeitos identificados ou se alguém foi preso, mas destacou que a investigação será aprofundada em conjunto com a Polícia Federal, que deve assumir os desdobramentos do caso. A apreensão é considerada uma das maiores do ano no estado do Rio de Janeiro e acende o alerta sobre o uso de cargas regulares para o tráfico internacional de drogas.

A exportação ilícita de cocaína camuflada em produtos como café, frutas e commodities agrícolas tem sido uma das estratégias mais recorrentes do narcotráfico brasileiro, sobretudo em operações que utilizam portos do Sudeste e do Nordeste com rotas para a Europa.

Segundo a Receita Federal, o monitoramento das cargas no Porto do Rio tem sido intensificado com o uso combinado de inteligência, tecnologia e adestramento animal. “O sucesso dessa apreensão reforça a importância da atuação integrada e da modernização dos mecanismos de vigilância aduaneira”, afirmou o órgão, em nota.

A investigação agora busca identificar a origem da droga, os responsáveis pelo carregamento e a estrutura logística envolvida na tentativa de envio internacional.

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