A Receita Federal apreendeu na tarde desta sexta-feira (29) uma tonelada de cocaína no Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro. A droga estava oculta em uma carga de argamassa para assentamento de azulejos e tinha como destino Serra Leoa, na África. A apreensão foi realizada com o auxílio de cães farejadores, que localizaram o entorpecente dentro de um contêiner. A carga foi avaliada em aproximadamente R$ 300 milhões.
A operação foi conduzida pela Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal na 7ª Região Fiscal, em parceria com a equipe de fiscalização da Receita Federal no Porto de Itaguaí. Após a apreensão, a droga foi encaminhada à Polícia Federal, que iniciará um inquérito para apurar os responsáveis pelo tráfico de cocaína.
Segundo a Receita Federal, a cocaína estava cuidadosamente escondida entre os pacotes de argamassa, dificultando sua detecção, mas os cães farejadores conseguiram localizar o entorpecente no contêiner. A operação segue em andamento, e as investigações sobre o caso prosseguem.
A operação foi realizada pela Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal, na 7ª Região Fiscal, em conjunto com a equipe de fiscalização da Receita Federal no Porto de Itaguaí.
Em 2023, quatro operações deflagradas entre janeiro e outubro, a Receita Federal apreendeu mais de 1,5 tonelada de cocaína dentro de fardos de café, latas de tinta, carga de minério e contêineres. Até dentro de mangas, os agentes encontraram o entorpecente. A maioria foi no Porto de Itaguaí, na Baía de Sepetiba, com 896 quilos.
Uma das maiores apreensões aconteceu em janeiro do mesmo ano, em meio a uma carga de minério. Na ocasião, foram apreendidos 778 quilos de cocaína no Porto do Rio. O trabalho foi resultado de gerenciamento de risco. A droga, que tinha como destino Luxemburgo, foi encontrada pelos cães de faro, que identificaram contaminação do contêiner. Um mês depois, em fevereiro, homens da Receita Federal apreenderam no Porto de Itaguaí 400 quilos da mesma droga. Escondida em uma carga de fardos de café, em um contêiner, a cocaína seguiria para a Espanha.
Segundo as investigações, esses grupos ligados às facções do Rio negociam o envio de cocaína para países como África, Espanha e Austrália.
Em março deste ano, mais um episódio de grande quantidade de cocaína apreendida no Porto do Rio: 1,3 tonelada, escondida em 48 sacas de café que seriam embarcadas para a Bélgica, na Europa. A carga foi avaliada em R$ 330 milhões e levada para a Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, no Centro do Rio. Foram necessárias quatro horas para a contabilizar o material. A ação teve o apoio de militares da Marinha e aconteceu durante o período do decreto de Garantia da Lei e da Ordem, que permite a atuação de militares das forças armadas na prevenção de delitos em fronteiras, portos e aeroportos.
A primeira apreensão de cocaína no porto, aberto em 1982, foi em 2021. Os agentes da Receita encontraram 342 quilos de cocaína escondidos em toras de madeira num contêiner. O cais já era alvo de investigações, segundo fontes do órgão, por ser utilizado como base para a prática de contrabando de produtos piratas. Antes, o tráfico usava mais o Porto do Rio para escoar a droga.
Com informações do g1.





