RICARDO BRUNO
O Conselho Nacional de Justiça deve julgar nos próximos dias reclamação disciplinar contra a desembargadora Flávia Romão de Rezende, do Tribunal de Justiça do Rio. Ela é acusada de ter favorecido um dos advogados que atua numa ação contra a Central (antiga Flumitrens).
A autora se acidentara num dos vagões, vencendo ação indenizatória de cerca de R$ 2,3 milhões. Após mais de 20 anos de tramitação processual, os sucessores da vítima (ela viria a falecer em 2020) ainda não conseguiram receber os valores a que têm direito. Um dos advogados, contudo, avançou no recebimento dos honorários de sucumbência numa manobra supostamente facilitada pela desembargadora.
O caso está nas mãos do ministro Luís Felipe Salomão, corregedor do CNJ. E tem provocado certa inquietação nos corretores do TJ.
Recentemente, a desembargadora Flávia Rezende fez um movimento para se afastar da rumorosa contenda : pediu para sair da 8ª Câmara Civil de Direito Privado, onde a ação tramita.





