CNBB cita Nossa Senhora Aparecida em dia de eleição e pede Brasil ‘soberano’

Mensagem divulgada no dia do primeiro turno retoma referência à padroeira do país, que esteve no centro de uma polêmica na reta final da campanha presidencial

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou neste domingo (4), dia do primeiro turno das Eleições 2026, uma mensagem em que invoca a proteção de Nossa Senhora Aparecida e defende a construção de um Brasil “reconciliado, soberano, justo e fraterno”.

A manifestação chama atenção por ocorrer poucos dias depois de uma controvérsia entre a entidade e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A discussão envolveu publicações que atribuíam ao senador a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, posição que ele nega ter defendido.

“Confiamos nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida”, escreveu a CNBB no X. “Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno”, emendou o texto.

Postagem da CNBB na rede X. — Foto: Reprodução

Polêmica marcou reta final da campanha

O nome da padroeira do Brasil entrou no debate eleitoral depois que conteúdos divulgados nas redes sociais passaram a associar Flávio Bolsonaro a uma suposta proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida esse reconhecimento.

O candidato do PL negou defender qualquer mudança e afirmou ter sido alvo de uma campanha de desinformação. A controvérsia teve como origem um projeto de lei apresentado por outro parlamentar há quase duas décadas e que acabou posteriormente arquivado.

A campanha de Flávio Bolsonaro recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a retirada de publicações que, na avaliação de seus representantes, atribuíam ao presidenciável uma posição que ele jamais defendeu.

Em meio à reação, Flávio também acusou a CNBB de contribuir para a divulgação de informações falsas relacionadas à sua candidatura.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil rejeitou a acusação de envolvimento na disseminação do conteúdo e cobrou do candidato provas que sustentassem a afirmação.

Ao reagir à declaração de Flávio Bolsonaro durante a campanha, a entidade afirmou que “Mentira não se combate a com outra mentira”.

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