Cláudio Castro diz que operação da PM na Maré cumpriu requisitos legais

“A operação foi comunicada antecipadamente aos órgãos de controle e todos os policiais estavam equipados com câmeras corporais”, afirmou o governador

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou neta quarta-feira (12) que a operação policial realizada na última terça-feira no Complexo da Maré teve como objetivo “desarticular mais uma organização criminosa que utiliza o roubo de carros para seu fortalecimento financeiro”. Ele destacou que as ações dos criminosos são ordenadas por lideranças baseadas na Maré, na Cidade de Deus e, em parte, na Rocinha. As declarações foram feitas ao RJTV, da TV Globo.

Castro defendeu a legalidade da operação, mencionando que todos os requisitos do Departamento de Polícia Federal (DPF) foram cumpridos. “A operação foi comunicada antecipadamente aos órgãos de controle e todos os policiais estavam equipados com câmeras corporais”, afirmou o governador. Embora tenha lamentado a morte de um policial do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), ele destacou que o objetivo final de desarticular a organização criminosa foi alcançado.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou na noite de terça-feira que o governador apresente informações sobre a operação, que continua nesta quarta-feira e já resultou em pelo menos três mortos, incluindo um policial militar.

“Quero me solidarizar com a família do J. Cruz. Toda vez que um policial perde a vida, a operação não pode ser considerada um sucesso. Lamentamos profundamente a morte dele. Também esperamos que Rafael, que está hospitalizado, se recupere”, disse Castro, referindo-se ao terceiro-sargento do Bope Jorge Henrique Galdino Cruz, de 32 anos, que faleceu após tentativas de reanimação no Hospital Federal de Bonsucesso, e ao segundo-sargento Rafael Wolfgramm Dias, que está internado em estado grave.

Segundo Castro, a operação tinha como alvo uma quadrilha especializada em roubo de veículos para financiar atividades criminosas. “Dados de inteligência indicavam a presença de criminosos de outros estados na região”, explicou o governador. Ele destacou que a operação faz parte de uma política de segurança pública mais ampla, que inclui áreas estratégicas como a Cidade de Deus e a Rocinha.

Com informações de O Globo

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